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México: como é a celebração do Dia dos Mortos
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Todo dia 1 e 2 de novembro, caveiras, esqueletos, flores, velas e oferendas tomam conta das ruas e cemitérios do México em homenagem aos que já se foram. Trata-se do Dia de los Muertos (Dia de Finados), uma das mais importantes festas da tradição mexicana que já foi retratada de diversas formas: em murais (inclusive de Diego Rivera) , pinturas, literatura e até mesmo na animação da Pixar Viva – A Vida é uma Festa , que foi sucesso de bilheteria.
Inicialmente uma festa indígena, o Dia de los Muertos passou a agregar elementos da fé católica após a colonização espanhola. Desde então, as tradições são diversas: é comum, por exemplo, que se leve aos túmulos daqueles que se foram os seus pratos favoritos. As oferendas são formas de lembrar pessoas queridas e evocar seus espíritos para um dia de celebração no mundo dos vivos. Nas culturas pré-hispânicas, a morte não é uma separação ou rompimento, mas uma etapa da vida.
As celebrações costumam ser repletas de cores: crianças se fantasiam com roupas típicas e máscaras ou pinturas imitando caveiras. Músicos cantam as canções preferidas daqueles que se foram e dos que estão lá para celebrar também. Em suma: uma celebração dos mortos e da vida!
A origem do Dia de Los Muertos
O Dia de los Muertos tem origem em tradições Toltecas e Aztecas que acreditavam que a alma daqueles que se foram voltavam uma vez ao ano para reencontrar os amigos e parentes vivos. Com a colonização espanhola, as celebrações foram mantidas e rearranjadas para os dias de todos os santos e finados — tradicionais festejos católicos.
As imagens mais famosas do Dia dos Mortos são as simpáticas caveiras coloridas, além de La Catrina — personagem do artista José Guadalupe Posada —, associada à deusa asteca Mictecacíhuatl, esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos.
Quando acontece o Dia de Los Muertos
As festas do Dia de los Muertos acontecem anualmente nos dias 1 e 2 de Novembro. O primeiro dia é chamado de Día de los Inocentes (dia dos inocentes) ou Día de los Angelitos (dia dos anjinhos), e são especialmente dedicados à memória das crianças. O segundo é efetivamente o Día de Los Muertos , quando ocorrem as maiores paradas e celebrações.
Onde celebrar o Dia de Los Muertos
As festas ocorrem por todo o México, mas algumas são maiores ou mais conhecidas. Na Cidade do México , por exemplo, ocorre o Desfile de Alebrijes, no qual milhares de mexicanos vão às ruas vestidos com as tradicionais pinturas de caveiras e carregando representações dos alebrijes: figuras coloridas de animais místicos, produzidos por artesãos especialmente para a parada.
Na cidade de Mérida , 300 km a leste de Cancún , mais de 5o mil pessoas são esperadas para as procissões chamadas de Paseo de las Animas (caminhada das almas) em as pessoas carregam uma vela e caminham do cemitério até o centro da cidade, realizando uma série de homenagens e oferendas pelo caminho.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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