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Rio de Janeiro: antigo Cine Roxy é reaberto como casa de espetáculos

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Rio de Janeiro: antigo Cine Roxy é reaberto como casa de espetáculos
Rebeca de Ávila

Rio de Janeiro: antigo Cine Roxy é reaberto como casa de espetáculos

Um dos maiores cinemas de rua do Brasil , o clássico Roxy , em Copacabana , foi reinaugurado em 17 de outubro para abrigar espetáculos de outra natureza. Agora chamada de Roxy Dinner Show , a casa promove apresentações à la Moulin Rouge , em Paris , para até 680 pessoas.

O design de 1938, quando o Roxy abriu as portas, foi recuperado com a reforma e é um espetáculo por si só. A fachada com letreiro manteve suas características art déco e o glamour continua nos guarda-corpos e colunas dourados, no mármore rosa da escadaria principal, nos lustres pendentes e na abóbada original, que foi restaurada.

Em sua nova encarnação, a casa oferta experiências de quatro horas com ingressos que vão de R$ 480 a R$ 580 e incluem show e jantar, sem opção de meia-entrada.

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A noite começa pelo jantar de três tempos servido das 19h às 21h. Com cardápio assinado por Danilo Parah, do restaurante Rudä , em Ipanema , a cozinha prepara menus com duas entradas, quatro pratos principais e duas sobremesas. A cada estação do ano, novos chefs serão convidados para assinar o cardápio sob comando do chef executivo, Caio Silva.

Depois do jantar, o elenco sobe no palco que foi revestido com um painel de LED com tecnologia 4D para aumentar a imersão do público. É quando começa o espetáculo “Aquele Abraço”.

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Abel Gomes, que concebeu a abertura das Olimpíadas do Rio, em 2016, é o diretor artístico do show que combina música, dança e performances em 1h40 de apresentação. A Banda Roxy é acompanhada por cantores, atores e bailarinos ao som de mais de 50 canções de MPB, samba, funk, frevo e bossa nova.

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O pout-pourri faz um passeio por representações culturais de todo o país com hits que estão na ponta da língua dos brasileiros, como Garota de Ipanema , de Tom Jobim, e Evidências , de Chitãozinho e Xororó.

Sobre o Cine Roxy

O cinema foi inaugurado em 1938 e promovia sessões de filmes e espetáculos para até 1.630 pessoas em uma sala única. Foi responsável por apresentar as novidades da indústria cinematográfica para os cariocas até a década de 1990, quando começou a perder público. Em 2003, foi tombado por ser um marco na cultura cinematográfica da cidade e também por sua importância arquitetônica.

O Roxy foi fechado em 2021, depois de passar pela tradicional crise dos cinemas de rua e receber seu golpe final final durante a pandemia de Covid-19, quando o público caiu ainda mais. No mesmo ano do fechamento, o imóvel foi comprado pelo empresário Alexandre Accioly, que está por trás da reabertura após um investimento de R$ 65 milhões.

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Serviço

Roxy Dinner Show

Quando? De quinta-feira a sábado, das 19h30 às 23h15, e aos domingos, das 19h às 22h45.

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Quanto? A partir de R$ 480. Ingressos disponíveis no site .

Onde? R. Bolívar, 45 – Copacabana.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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