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Montreal: roteiro de 3 dias nessa metrópole do Québec

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Montreal: roteiro de 3 dias nessa metrópole do Québec
Maurício Brum

Montreal: roteiro de 3 dias nessa metrópole do Québec

Misturando a modernidade canadense e o charme francês, Montreal é a maior cidade do Québec, e a segunda maior metrópole do Canadá. São quase quatro milhões de habitantes na principal mancha urbana da província onde o legado cultural da colonização francesa permanece mais forte no país.

Prédios históricos, paisagens naturais deslumbrantes e uma rica programação cultural são alguns dos principais atrativos da cidade onde o Cirque du Soleil foi fundado. Se você está se organizando para conhecer a região, confira algumas dicas essenciais para o seu roteiro de viagem.

Melhor época

Evite os meses de inverno, marcados por frio extremo: em janeiro, os termômetros podem chegar a -13°C. Para fugir da alta temporada e não sofrer tanto com o frio, a primavera e o outono são boas pedidas. No verão, mais concorrido, predominam as atividades ao ar livre e as temperaturas ficam bem longe do calor escaldante: em geral, a média mais elevada fica na casa de 26°C, embora alguns dias pontuais possam superar essa marca.

Roteiro de três dias em Montreal

Para conhecer as principais atrações da cidade, é necessário reservar pelo menos três dias em Montreal, tempo suficiente para percorrer pelo menos os pontos turísticos mais clássicos.

No primeiro dia, a dica é começar pelo centro histórico, chamado Vieux-Montréal ou Old Montreal, conforme a língua escolhida. Com diversas construções que remontam ao século 17, a região abriga a Basílica de Notre Dame, uma parada indispensável.

Aproveite para conhecer a Prefeitura de Montreal, o Parque La Fontaine e os mercados Marché Bonsecours e Jean-Talon . Nas margens do Rio São Lourenço, outra atração é o Vieux Port , que reúne lojas, restaurantes e La Grande Roue de Montréal , uma roda-gigante de 60 metros de altura.

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No segundo dia, o passeio começa pelas atrações do Complexo Olímpico de Montreal. Na sequência, pegue um ônibus no ponto de Viau para McGill e conheça a Cidade Subterrânea. Para fechar a programação, assista ao Cirque du Soleil.

Chegado o último dia de viagem, dirija-se à Queen Mary Road, onde vale visitar o Oratório de Saint Joseph . Em seguida, visite o famoso Museu de Belas Artes. Se a tarde estiver ensolarada, conheça o parque Mont Royal, destino popular para relaxar ao ar livre. À noite, a sugestão é visitar o complexo cultural Place des Arts .

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Se você tiver mais tempo disponível, vale estender a viagem por mais um ou dois dias. Uma boa opção para esticar a passagem por essa área do Canadá é investir em excursões guiadas para algumas das principais cidades dos arredores, como a Cidade do Québec (a 260 km) e Ottawa (a 200 km).

Atrações imperdíveis

Basílica de Notre Dame

Considerada a primeira igreja neogótica do país, a basílica tem suas raízes atreladas às origens da cidade. A igreja como conhecemos hoje, entretanto, foi inaugurada apenas em 1829.

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Nave da Basílica de Montreal Basilique Notre Dame/Divulgação

Com uma arquitetura impressionante, o espaço é reconhecido como sítio histórico nacional do Canadá. Por isso, sedia diversas festividades religiosas e culturais ao longo do ano.

De segunda a sexta, a basílica funciona das 9h às 16h30min. Nos sábados, fecha às 16h. Já nos domingos, a abertura é a partir das 12h30min. As visitas costumam durar uma hora, e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria ou no site oficial .

Parque Olímpico de Montreal

Construído para os Jogos Olímpicos de 1976, o complexo é composto por diferentes atrações culturais, científicas e tecnológicas. Um dos seus destaques é a Torre Inclinada, que tem impressionantes 165 metros de altura.

Há também o Biodome , que proporciona uma visita imersiva a cinco ecossistemas: a floresta tropical, o Golfo de São Lourenço, as florestas laurentinas, a Costa do Labrador e as ilhas subantárticas. Além disso, é possível visitar o Jardim Botânico e o Insectarium , um museu dedicado aos insetos.

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A Torre Inclinada abre das 13h às 17h nas segundas-feiras. De terça a domingo, a abertura é às 9h. Já as demais atrações funcionam diariamente das 9h às 18h. Os ingressos podem ser adquiridos online ou presencialmente.

Cidade Subterrânea de Montreal

Oficialmente chamada de Réso, essa atração, situada no centro de Montreal, é um dos maiores complexos subterrâneos do mundo. Milhares de pessoas circulam diariamente nos seus mais de 30 quilômetros, que abrigam pelo menos 1,5 mil lojas e 200 restaurantes.

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Com cara de shopping center integrado ao transporte, cidade subterrânea reúne diferentes serviços e é opção para os dias de inverno Deror_avi/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Além disso, podem ser encontrados bares, galerias, hotéis, escritórios, museus e, até mesmo, universidades. O passeio é uma alternativa confortável para os dias de inverno, pois evita a exposição ao frio extremo e ainda permite conhecer a cidade sob outra perspectiva.

Oratório de Saint Joseph

Erguido em homenagem a Saint Joseph, esse importante templo religioso é um dos principais patrimônios arquitetônicos da cidade. Embora tenha começado em 1904, a sua construção se encerrou apenas em 1960.

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Esse trabalho de gerações se destaca pela sua bela cúpula, uma das maiores do mundo com quase 100 metros de altura e 40 de diâmetro, e pelos jardins no seu entorno. Estima-se que o lugar, que funciona diariamente das 6h30min às 21h, recebe mais de dois milhões de visitantes por ano.

Museu de Belas Artes

Fundado em 1860, o museu reúne o melhor da arte canadense. São mais de 47 mil peças, entre pinturas, esculturas, fotografias e instalações multimídia, que contemplam desde a Antiguidade Clássica até a contemporaneidade.

O espaço abre diariamente de terça a domingo, das 10h às 17h. Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial ou na bilheteria. Algumas exposições temporárias são pagas à parte.

Cirque du Soleil

Embora o Cirque du Soleil seja conhecido internacionalmente, nem todos sabem que ele é originário de Montreal. Fundada em 1984, essa é a maior e mais famosa companhia circense do mundo.

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Apresentação do Cirque du Soleil em Montreal Cirque du Soleil/Divulgação

Seja para uma noite a dois ou um passeio com a criançada, os seus espetáculos são inesquecíveis. Dependendo da temporada, é possível escolher entre o Soleil Crystal e o Soleil Echo , duas apresentações residentes na cidade. A programação completa pode ser encontrada no site .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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