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Cabo Frio: atrações, bares e restaurantes do bairro da Passagem

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Cabo Frio: atrações, bares e restaurantes do bairro da Passagem
Maurício Brum

Cabo Frio: atrações, bares e restaurantes do bairro da Passagem

Cabo Frio , localizada na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro , é muito conhecido por suas praias, mas há o que fazer para além delas. O Bairro da Passagem se destaca por suas ruas que abrigam construções do período colonial. Caminhar por ali é uma viagem no tempo, onde cada esquina remete à formação e ao passado da cidade.

A Passagem é um ótimo passeio a qualquer hora do dia: durante as manhãs, é ideal para caminhadas tranquilas e visitas aos pontos históricos, enquanto à noite os bares e restaurantes abrem as portas e seguem noite adentro.

O bairro abrigou, ao longo de sua história, atividades relacionadas à pesca e à cultura negra, sendo conhecido por ser o berço do samba cabofriense e palco de manifestações religiosas e tradicionais.

Um dos vilarejos mais antigos do Brasil, o bairro foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, graças à sua riqueza arquitetônica e histórica. Cabo Frio está localizada a cerca de 150 km do centro do Rio de Janeiro e a cidade tem seu próprio aeroporto, situado a 13 km do bairro e que recebe voos da Azul direto de Belo Horizonte (Confins).

A história da Passagem

Tudo começou com a construção da Igreja de São Benedito, no século 18, antes da fundação da vila de Nossa Senhora da Assunção, tornando-se o primeiro núcleo urbano. O centro da vila foi tomando forma e se deslocando para onde, atualmente, está a maior parte do comércio da cidade. Pescadores da região construíram suas residências, mantendo a tradição de observar a chegada dos barcos no cais.

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Parte das casas construídas na época da colonização portuguesa ainda está de pé e, até hoje, a localidade assiste à chegada e partida das embracações. O nome “Passagem” refere-se ao ponto de travessia das embarcações pelo canal Itajuru, onde a região se desenvolveu.

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Vista do Canal do Itajuru Newton Paz Peres/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

Para quem está em busca de restaurantes, a Passagem tem um cardápio variadíssimo, seja para um petisco quanto para uma refeição mais demorada. Confira algumas dicas:

Galápagos

Ambiente acolhedor, o local conta com uma proposta de culinária contemporânea, com pratos de frutos do mar, carnes, massas e uma seleção de vinhos. Uma pedida é o nhoque de banana frito com camarão, creme branco, granola salgada e azeite de capim-limão.

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Praça São Benedito, aberto todos os dias das 12h à 0h

De Sempre Gastrobar

O espaço é descontraído com mesas ao ar livre e também conta com uma área interna. O local é uma boa opção para almoço e happy hour. Algumas boas escolhas: filé mignon ao molho gorgonzola, o arancini de ragu de costela com mostarda de abacaxi, ou o risoto de frutos do mar, que inclui lula, polvo, camarão e marisco.

Rua Constantin Menelau, 40, abre de quarta a sexta, das 17h às 23h, e aos fins de semana, das 12h à 0h.

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Bistrô Benedito

Aberto apenas às sextas-feiras e aos sábados, das 19h às 0h, o Benedito é uma boa opção para um jantar. Localizado ao lado da Igreja de São Benedito, o restaurante é famoso por servir pratos bem elaborados.

Pratos clássicos incluem o mix de entrada, composto por tomate da casa, caponata, mussarela de búfala e pasta de gorgonzola, e a cavaquinha com batatas e banana-da-terra.

Largo São Benedito, ao lado da igreja

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O bairro da Passagem também tem diversos bares, alguns com música ao vivo. Veja uma seleção:

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Paiol

Localizado em um dos casarões históricos na Rua Barão do Rio Branco, o bar é uma boa opção para curtir a noite com amigos. Aberto de quarta a sábado, das 18h à 0h, e aos domingos, das 12h às 19h.

Choperia da Passagem

Este é um ponto de encontro popular na cidade, conhecido pelo ambiente descontraído, ao ar livre, com mesas na calçada, e pela variedade de chopes, além das tábuas de petiscos de carnes e frutos do mar. Aberto de segunda a sexta, das 16h à 0h, e aos fins de semana, das 10h à 0h.

Bamba

Perfeito para quem curte um samba raiz, o local serve diversas opções de petiscos, espetinhos, pratos e porções de carnes e peixes, que caem muito bem com caipirinhas e sangrias. Rua Maestro Clodomiro G. de Oliveira, nº 2, e abre de terça a sexta-feira, das 19h à 0h, e aos sábados e domingos, das 12h às 0h.

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Outro destaque da Passagem é o hotel Solar do Arco , às margens do canal do Itajuru, anteriormente conhecido como Casa do Príncipe. Um dos prédios mais famosos da região, serviu como residência de veraneio da família imperial brasileira, descendente da Casa de Orleans e Bragança, na década de 1950. O local, cheio de arcos e detalhes em azul e branco, também é conhecido como Beco do Príncipe, e há nele um caminho que leva à Praia do Forte.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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