Turismo
Pet Friendly: passeios para fazer com cachorro em São Paulo
Turismo

Até pouco tempo, encontrar lugares que recebessem animais de estimação era coisa rara. Hoje, é cada vez mais comum incluir os bichos na programação do fim de semana.
Tanto que, em maio, a Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo lançou o Guia Pet Friendly , que lista 18 parques, 23 hotéis, 13 shoppings, 79 restaurantes, 13 hamburguerias, 13 pizzarias, 15 bares, 12 padarias, 9 cafés e 4 sorveterias da cidade considerados preparados para receber animais e seus tutores, com informações detalhadas de cada local.
Veja, a seguir, ideias de passeios para fazer com o seu “cãopanheiro” em São Paulo :
PARQUES
Os parques são um exemplo clássico de passeio pet friendly. Mas a experiência fica melhor quando o parque possui uma área cercada para soltar o seu amigo da guia e deixá-lo correr solto e interagir com os outros cachorros. É o caso do Parque Aclimação , Parque Buenos Aires, Parque Ibirapuera , Parque Independência, Parque da Juventude e Parque Villa-Lobos . Alguns possuem até brinquedos de agility .
Outros não possuem áreas cercadas, mas têm seus próprios atrativos: o Parque Alfredo Volpi , por exemplo, tem várias trilhas sombreadas que podem ser percorridas com o cachorro na guia.
Já o Minhocão , que vira um parque urbano aos sábados, domingos e feriados, pode ser um programaço para os humanos admirarem os grafites que ficam nas laterais dos prédios, mas exige atenção em dias de muito calor: o lugar é totalmente descoberto e cimentado, o que pode machucar as patinhas e deixar os bichos exaustos.
O mesmo vale para a Avenida Paulista, que aos domingos e feriados é fechada para carros e recebe músicos de rua e barracas de artesanato e comidas.
ATRAÇÕES
No Beco do Batman , na Vila Madalena , grafites de vários artistas transformam as vielas sinuosas em uma galeria a céu aberto, com chão de paralelepípedo.
Outra atração paulistana onde os pets são liberados é a Roda-Gigante Rico . Maior da América Latina, com 91 metros de altura, ela possui cabines fechadas que acomodam até oito passageiros e aceitam animais de estimação. A volta completa leva quase 30 minutos e proporciona vista para a Zona Oeste de São Paulo. O ingresso custa a partir de R$ 50. Não é cobrada nenhuma taxa dos mascotes.
O Parque Burle Marx não aceita a entrada de pets, mas dentro do seu estacionamento fica o Houhouse Dog Club . Durante a semana, o espaço funciona como uma creche para cachorros, ou seja, os donos deixam seus animais por lá e voltam mais tarde para buscar. Mas, aos sábados e domingos, é permitido que os tutores permaneçam no local para brincar com seus companheiros: a atração principal é uma piscina rasinha com vários brinquedos para a cachorrada se molhar. A entrada custa R$ 85 por pet e permite a entrada de até dois humanos.
Por fim, o cinema Cinesystem , no shopping Morumbi Town (leia mais em ‘Shoppings’), realiza todo terceiro sábado do mês uma sessão liberada para pets, o CinePets . Pensando nos cachorros, o volume e a luminosidade do filme ficam mais suaves do que de costume. Os animais de estimação não pagam ingresso, apenas os tutores.
BARES E RESTAURANTES
Em geral, bares e restaurantes aceitam cachorros se tiverem mesas disponíveis na calçada. Também já virou comum encontrar estabelecimentos que permitem a permanência dos bichos em varandas, que podem ser cobertas ou não. Mas ainda é raridade restaurantes permitirem a entrada no salão interno.
Diferenciam-se os endereços que realmente mergulham no conceito pet friendly, o que pode ser feito desde oferecendo um pote de água fresca até vendendo petiscos especiais para animais. O Piadina Tree é um exemplo: tem menu sachê de ração úmida como cortesia e picolé de cenoura ou melancia, pago à parte.
Já o Cow Me Burguer Parrilla serve carne de hambúrguer especial para o cachorros, enquanto o Zena Cucina tem biscoitinhos à base de farinha e até nhoque com frango ou carne.
No Mocotó e no Jacarandá , os pets são recebidos com água fresca e caminha para deitarem ao lado da mesa dos tutores. Há ainda mosquetões próximos para prender a guia.
O rooftop Sky Hall Terrace realiza uma vez por mês um brunch pet friendly, com direito a petiscos para os cachorrinhos: confira as datas no perfil do Pet Brunch . A próxima edição, em 27 de outubro, será temática de Halloween e terá inclusive desfile de fantasias.
SHOPPINGS
Os shopping centers também estão tendo que se adaptar à demanda pet friendly. Alguns já instalaram parquinhos para cachorros e outros, espaços com mesas e cadeiras separados da praça de alimentação comum, onde a permanência de animais não é aceita. Em algumas dessas “praças de alimentação pet friendly”, é possível fazer pedidos para restaurantes parceiros pelo Whatsapp.
Possuem “praças de alimentação pet friendly” os shoppings Bourbon , Butantã , Center Norte , Eldorado (ao ar livre) , Mooca Plaza (ao ar livre) , Morumbi Town , Plaza Sul , Santana Parque e Tietê Plaza .
Já parquinhos para pets podem ser encontrados nos shoppings Butantã , Eldorado (ao ar livre) , Mooca Plaza (ao ar livre) e Morumbi Town .
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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