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Centro Cultural São Francisco, imperdível conjunto barroco em João Pessoa

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Centro Cultural São Francisco, imperdível conjunto barroco em João Pessoa
Maurício Brum

Centro Cultural São Francisco, imperdível conjunto barroco em João Pessoa

Além das praias e dos cenários ensolarados, João Pessoa também guarda riquezas históricas que merecem ser incluídas nos roteiros de viagem. Afinal, a capital da Paraíba , é a terceira cidade mais antiga do Brasil: foi fundada em 1585, com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves.

Por isso, não é de se estranhar que o seu centro histórico guarde séculos de história do período colonial brasileiro. Uma das principais atrações por lá é o Centro Cultural São Francisco , complexo franciscano composto pela Igreja e pelo Convento de Santo Antônio, por três capelas de São Francisco, um claustro e um adro com um cruzeiro.

Toda a arquitetura é marcada pelas características barrocas: há pinturas no teto, uso de azulejos portugueses e decoração entalhada em madeira.

A construção começou em 1588, pouco depois da fundação da cidade. A ideia era instalar uma escola franciscana em João Pessoa , com o objetivo de catequizar indígenas, mas os franciscanos foram afastados da cidade em 1599 e, posteriormente, expulsos.

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O local chegou a sediar um posto militar. Na década de 1660, as estruturas foram restauradas. O Centro segue preservado como um marco arquitetônico barroco: em 1952, foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Artístico Nacional (Iphan).

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Séculos de história

A Igreja traz, em sua arquitetura, o registro histórico do estilo barroco rococó. A construção foi concluída em 1788, depois de quase 200 anos de obras, e chama atenção pelos detalhes em madeira entalhada e pelos azulejos, de origem portuguesa, que adornam o espaço.

Outro ponto marcante da estrutura é a Casa de Oração dos Terceiros, mais conhecida como Capela Dourada , pelos ricos detalhes entalhados na estrutura.

Em 1979, o local ficou fechado para restauração. As visitas de turistas e moradores voltaram a ocorrer em 1990, quando o complexo foi reaberto como Centro Cultural de São Francisco . Atualmente, o projeto Caminhos da Fé realiza um trabalho de restauração patrimonial do complexo.

Planeje sua visita

Como o nome indica, o Centro Cultural de São Francisco é ponto para atividades culturais, como apresentações, concertos, shows de dança e corais, peças de teatro e exposições de arte. Dá até para reservar o espaço para comemorações privadas, como casamentos. Exposições de arte sobre religiosidade, fé e história local também são frequentes ali.

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As visitas ao local são feitas com acompanhamento de guias, proporcionando mais aprendizado sobre a história do local e do período colonial do país. O ingresso custa R$ 15 e pode ser adquirido online ou presencialmente.

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O Centro Cultural São Francisco fica aberto de terça-feira a sábado, das 9h às 15h30. Aos domingos, o horário de funcionamento é das 9h às 14h30.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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