Turismo
Cidade maia perdida de 1,5 mil anos é descoberta sob floresta no México
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Uma descoberta recente trouxe à tona Valeriana , uma cidade maia de 1,5 mil anos, oculta sob a densa floresta de Campeche , no México . Utilizando tecnologia Lidar (Light Detection and Ranging), pesquisadores identificaram 6.674 estruturas, incluindo pirâmides que lembram as famosas Chichén Itzá e Tikal , conforme revelado na revista ‘Antiquity’.
Esse avanço só foi possível devido ao levantamento remoto de carbono, encomendado em 2013 para monitoramento ambiental. O estudo inicial cobriu uma área de 129,5 mil km², muito além das regiões previamente mapeadas, ampliando a visão sobre a civilização maia. Luke Auld-Thomas, da Universidade do Norte do Arizona, destacou a complexidade da análise: cada metro quadrado foi examinado para diferenciar ruínas de construções.
A cidade de Valeriana, próxima a áreas agrícolas modernas, floresceu especialmente entre 250 e 900 d.C., o período clássico maia. A descoberta sinaliza a continuidade de estudos para entender como esses antigos centros urbanos podem auxiliar na resolução de desafios contemporâneos de crescimento e sustentabilidade urbana. Auld-Thomas ressaltou a importância de expandir nosso conhecimento urbano com base no legado maia, reforçando que essas investigações podem apontar caminhos para um desenvolvimento sustentável no futuro.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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