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Como evitar o lado do sol em uma viagem de avião

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Como evitar o lado do sol em uma viagem de avião
Maurício Brum

Como evitar o lado do sol em uma viagem de avião

Na hora de escolher o assento em um voo, geralmente o viajante vai em busca de espaço para as pernas (se possível junto a uma saída de emergência) e elege janela ou corredor, de acordo com a preferência. Mas, mesmo para quem considera estes pontos, geralmente há um fator que acaba esquecido: a incidência de sol durante a viagem.

Dependendo do lado escolhido para se sentar na aeronave, é bem provável acabar se incomodando com os raios de sol e ter que optar por manter as janelas fechadas durante todo o trajeto – isso quando se está no controle da janela. É ainda pior quando se depende da gentileza alheia para evitar o inconveniente.

Como saber de onde vem o sol?

Como todos aprenderam no ensino fundamental, o sol nasce no leste e se põe no oeste. Mas da teoria à prática há uma distância: em uma viagem de avião, esse conhecimento básico não ajuda muito se você não considerar a época do ano, a parte do mundo e o período do dia em que o voo ocorrerá, além da duração do périplo e até mesmo a direção que se está percorrendo. Com tantos fatores, pode ser de grande ajudar recorrer um site como o SunFlight , que entrega tudo mastigadinho.

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Como utilizar o SunFlight

No site, é possível visualizar os horários de nascer e pôr do sol, além da rota do voo em relação ao sol. O mecanismo é simples: basta preencher os dados de origem, destino, horário de decolagem e duração do voo.

Para inserir a origem e destino, deve-se digitar as siglas de três letras dos aeroportos do seu itinerário conforme o código aeroportuário (IATA). Para Congonhas use CGH, para Brasília, BSB, por exemplo – essa informação está disponível nos próprios sites das companhias aéreas, quando você seleciona os locais de partida e destino. Depois, clique em “Show Flight Map” e veja a trajetória do voo com sombra e posição do sol.

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Se a viagem tiver curta duração e você estiver mais familiarizado com a orientação geográfica e solar, também é possível consultar os horários de nascer e pôr do sol no site do Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro . Por lá, basta inserir a identificação do aeroporto desejado (neste caso, um código diferente, de quatro letras, que pode ser consultado aqui ) e a data da viagem. Contudo, o site é mais limitado: só informa os horários e não exibe a rota de voo em relação ao sol.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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