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Compras no Paraguai: como chegar, lojas, câmbio e mais

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Compras no Paraguai: como chegar, lojas, câmbio e mais
Rebeca de Ávila

Compras no Paraguai: como chegar, lojas, câmbio e mais

Quem costuma frequentar a 25 de março se sente em casa quando chega em Ciudad del Este , no Paraguai . Enfrentar o caos e a muvuca é uma das missões de quem viaja para Foz do Iguaçu , no Paraná , e atravessa a fronteira para fazer compras no país vizinho, que ainda pratica preços mais baratos que o Brasil .

No geral, vale a pena comprar eletrônicos, maquiagem, perfume e bebidas importadas. Já óculos de sol, tênis e roupas de marca podem sair mais caros. O que mais faz sentido é comparar os preços antes de abrir a carteira. No site Compras Paraguai , você consegue ver os valores de um mesmo produto em diferentes lojas da Ciudad del Este para avaliar em que lugar a compra faz mais sentido – e calcular se sairia mais barato comprando no Brasil .

Assim como em centros comerciais caóticos do lado de cá da fronteira, é preciso ter a manha para desviar de ambulantes insistentes, desconfiar de produtos extremamente baratos e não ter a ingenuidade de acreditar que camelôs vendem mercadorias originais. Veja um guia para ir às compras:

COMO CHEGAR

Com 552 metros sobre o Rio Paraná, a Ponte da Amizade conecta Foz do Iguaçu e Ciudad del Este . Não é comum ter que apresentar documentos para entrar no Paraguai , mas deixe seu passaporte e RG em locais de fácil acesso na travessia por via das dúvidas.

A melhor forma para atravessar a ponte, apesar de ter horários rígidos, é comprando um tour de compras coletivo que te busca, te devolve no hotel e indica as melhores lojas.

Outra opção é ir de ônibus: você sairá do ponto na Avenida Juscelino Kubitschek, em frente ao Terminal de Transporte Urbano, e chegará ao Terminal de Ônibus de Puerto Iguazú depois de 40 minutos. As companhias que fazem o trajeto são Viação Itaipu, Celeste, Crucero del Norte e Tres Fronteras. A passagem custa em torno de R$ 12.

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Ir com carro próprio e estacionar em algum shopping é possível, mas não é recomendado pelo risco de roubo. Carro alugado ou Uber não são opções porque as locadoras e a plataforma de aplicativo não permitem que a fronteira seja cruzada.

No entanto, é possível ir de táxi. O único porém é que a ponte pode estar com trânsito lento e atrasar o trajeto em até três horas. O trecho também pode ser feito de mototáxi, que consegue burlar o engarrafamento.

A pé é a forma mais econômica, mas não é recomendada para quem viaja sozinho. O trajeto leva em torno de 20 minutos e é tumultuado, com um grande fluxo de pessoas indo e vindo, então cuide bem dos seus pertences e ande com a mochila na frente do corpo.

+ A Civitatis tem tour de compras na Ciudad del Este

QUAIS SÃO AS FORMAS DE PAGAMENTO

A melhor opção é pagar com dinheiro físico em dólar, mas é importante ter alguma quantia em real e guarani, a moeda oficial do Paraguai . Se possível, deixe para fazer o câmbio na Ciudad del Este , porque não há impostos sobre a conversão, como haveria em Foz do Iguaçu .

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Nem todas as lojas aceitam cartão de crédito, mas mesmo quando ele é aceito não é uma opção vantajosa pela cobrança de IOF (4,38% sobre o valor da compra). O cartão de débito também pode não ser uma boa opção, já que os estabelecimentos cobram taxas extras pelo uso. Alguns vendedores já aceitam Pix, mas também cobram adicionais.

O IVA paraguaio, de 10% sobre o valor do produto, não é cobrado de estrangeiros desde 2005. É comum que as etiquetas de produtos tenham dois valores, o mais barato, isento de IVA, será o preço pago por brasileiros.

ONDE FAZER COMPRAS

Não dá para escapar da muvuca, mas os dias em que ela se acentua são às segundas e sextas-feiras e aos sábados. De terça, quarta e quinta-feira, o movimento é ligeiramente menor. Ir aos domingos é furada, porque grande parte dos estabelecimentos estará fechado.

As lojas e shoppings vendem de bugigangas a eletrônicos de última geração e funcionam das 7h às 16h.

As principais dicas são sempre testar os eletrônicos dentro da loja e não jogar fora a nota fiscal das compras, porque ela será necessária para ter direito à garantia e também para declarar eventuais produtos à Receita Federal.

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Nissei

A loja é uma referência na venda de celulares, tablets, relógios, videogames, jogos, fones de ouvido e eletrônicos no geral. A Nissei não cobra taxas para pagamento no Pix.

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Onde? Shopping Hijazi Center – Av. Adrián Jara, s/n.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 6h30 às 15h45.

Mega Eletrônicos

Com a mesma pegada, a loja vende celulares, computadores, fones de ouvido e outros eletrônicos, além de brinquedos, maquiagens e perfumes.

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Onde? Avenida Monseñor Rodríguez, s/n.

Quando? De segunda a sexta-feira, das 6h30 às 16h30, e aos sábados, das 6h às 16h.

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Cellshop

Apesar do nome, não vende apenas eletrônicos. A loja tem cinco pisos e dez departamentos: tecnologia, bebidas, cosméticos, casa e decoração, moda casual, moda kids, esportivo, games, papelaria e vitaminas e suplementos. A Cellshop cobra 1% de taxa para pagamentos no Pix; 5,3%, no cartão de crédito; e 3,3%, no cartão de débito.

Onde? Shopping Ibiza – Av. Carlos Antonio López, s/n.

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Quando? De segunda a sexta-feira, das 6h30 às 16h30. Aos sábados, das 6h às 16h, e aos domingos, das 8h às 14h.

Shopping Paris

Atrás do Shopping del Este , são quatro andares com mais de 60 lojas. Lá dentro, a loja mais queridinha é a Shopping China , que ocupa todo o terceiro andar com bebidas, chocolates, eletrônicos, roupas e cosméticos. A Toku Importados , de perfumaria, acessórios, papelaria e decoração, também faz sucesso. Além disso, o shopping é uma opção para fazer refeições na praça de alimentação, com 15 restaurantes – há opções brasileiras.

Onde? Avenida Doctor Luis Maria Argaña, s/n.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 8h às 17h.

Monalisa

Para quem busca artigos de luxo e grifes mundiais, a Monalisa é a escolha. Channel, Armani, Bulgari, MAC, Le Lis Blanc e Zegna são algumas das marcas presentes nos seis andares do centro de compras. Há uma seção de galeria de arte, com originais e reproduções (sim, há cópias do quadro de da Vinci).

Onde? Avenida Monseñor Rodríguez, 655.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 7h30 às 16h30. Aos domingos, das 8h às 12h30.

SAX Department

Outro endereço luxuoso, o prédio envidraçado da SAX tem andares exclusivos para óculos, vestidos de noiva e decoração. Ferrari, Ralph Lauren, Fendi, Lacoste e Karl Lagerfeld compõem o cardápio de grifes. No 11º andar, há um restaurante com vista panorâmica para o Rio Paraná.

Onde? Avenida San Blás, s/n.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 7h30 às 16h. Aos domingos, das 9h às 13h.

Shopping del Este

O mais próximo da Ponte da Amizade , logo à esquerda, tem menos lojas que os outros shoppings. Vale a pena a La Petisquera , que vende bebidas, perfumes, cosméticos e relógios.

Onde? Avenida Monseñor Rodríguez, s/n

Quando? Todos os dias, das 7h às 17h.

Elegancia Company

Muito frequentada para a compra de perfumes, a loja também vende outros produtos de beleza e higiene, como xampu, condicionador, desodorante, cremes e maquiagem. No piso térreo, há um outlet.

Onde? Edificio Victoria, Av. Adrián Jara, s/n.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 9h às 17h.

Atacado Collections

Para os geeks de plantão, a loja é especializada em brinquedos colecionáveis, como bonecos Funko e action figures.

Onde? Av. Dr. Luis Maria Argaña, 7000.

Quando? De segunda-feira a sábado, das 6h30 às 15h.

Atacado Connect

Referência no universo gamer, a loja vende jogos, computadores, mouses, celulares e, mais recentemente, perfumes.

Onde? Shopping Jebai Center – Av. Adrián Jara, s/n.

Quando? De segunda a sexta-feira, das 6h às 16h, e aos sábados, das 6h às 15h.

QUANTO VOCÊ PODE COMPRAR SEM SER TAXADO

A cota de compras isenta de impostos depende de como a viagem é feita. Se você está indo de forma terrestre, pode entrar no Brasil com no máximo US$ 500 em compras. Se está se deslocando por via aérea ou marítima, o valor sobe para US$ 1 mil. Como Foz do Iguaçu está separada de Ciudad del Este pela Ponte da Amizade , o primeiro cenário é a regra.

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Quando a viagem é aérea ou marítima, roupas, celulares e relógios podem ser considerados itens de uso pessoal e ficar de fora da cota, mas quando a viagem é terrestre, não tem para onde fugir. Tudo que for comprado precisa estar dentro do limite de US$ 500, com exceção de livros e revistas.

Importante saber que o valor é individual e não cumulativo, ou seja, os viajantes não podem somar suas cotas para comprarem produtos mais caros. Também considere que o limite se renova a cada 30 dias, então é preciso esperar um mês depois de ter entrado no Brasil com US$ 500 em produtos para poder fazer comprinhas no exterior novamente.

Além do valor, há um limite de quantidade de bens por pessoa:

– até 20 unidades de bens que custam menos de US$ 5 e, se forem itens idênticos, o máximo é 10;
– até 10 unidades de bens que custam mais de US$ 5 e, se forem itens idênticos, o máximo é 3;
– 12 litros de bebidas alcoólicas;
– dez maços de cigarro de fabricação estrangeira com 20 unidades;
– 25 charutos;
– até dez quilos de alimentos processados derivados de carne, como salame e presunto;
– até cinco quilos de alimentos derivados de leite, como queijo e manteiga;
– até cinco quilos de pescados, como bacalhau.

O QUE FAZER SE VOCÊ EXTRAPOLAR A COTA

Se você se empolgar e comprar além do limite, terá que pagar imposto de 50% do valor que excede a cota. Por exemplo, uma pessoa que atravessa a Ponte da Amizade a pé e volta com US$ 600 em compras terá que pagar US$ 50 de taxa (50% de US$ 100). É obrigatório declarar os bens excedentes à Receita Federal, caso contrário o imposto sobe para 100% do excedente.

Você pode antecipar o processo de forma digital com a Declaração Eletrônica de Bens do Viajante (e-DBV) e gerar o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), que é pago em reais de acordo com a cotação do dia.

Online, você faz a operação por Pix ou internet banking, com cartão de débito – pagando antecipado, você agiliza sua passagem pela alfândega. O cartão de débito também é aceito nos balcões de atendimento da aduaneira em Foz do Iguaçu , que fica na cabeceira da Ponte da Amizade do lado brasileiro. Não é possível pagar com cartão de crédito.

Também dá para pagar com dinheiro em espécie, mas não é o método mais recomendado, porque será necessário deixar seus produtos na alfândega e procurar agências dos Correios ou lotéricas que aceitem o pagamento em Foz do Iguaçu .

A declaração é opcional caso você esteja dentro do limite de US$ 500, mas se você ultrapassá-lo, a parada na alfândega quando você estiver retornando do Paraguai é obrigatória.

Atenção: fiscalização não termina na alfândega da Ponte da Amizade

Para quem vai voar de Foz do Iguaçu para outras partes do Brasil, existe uma fiscalização secundária da Receita Federal feita no aeroporto. As bagagens passam pelo raio-X e um fiscal pode pedir para você abrir as malas e te questionar sobre a procedência das mercadorias e notas fiscais.

Caso você tenha ultrapassado a cota de compras e tentado burlar a fiscalização aduaneira na Ponte da Amizade , seus produtos podem ser apreendidos na fiscalização da Receita Federal no Aeroporto de Foz do Iguaçu, já que não é possível realizar o pagamento das taxas lá.

Leia tudo sobre Foz do Iguaçu

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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