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Motivos para visitar Campos do Jordão na primavera

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Motivos para visitar Campos do Jordão na primavera
DA REDAÇÃO

Motivos para visitar Campos do Jordão na primavera

Quem pensa que Campos do Jordão , a três horas de São Paulo , é apenas um destino para as férias de julho está enganado. O destino se destaca também na primavera com atividades que vão muito além das baixas temperaturas. Confira quatro motivos para conhecer a cidade quando ela se enche de flores e tem os dias mais longos.

1. Contato com a natureza

Campos do Jordão tem parques para todos os gostos . O gratuito Parque da Lagoinha , com trilhas, quadra de beach tennis, cursos de educação ambiental e um projeto que permite contato com animais, é um ótimo exemplo. Já o Parque Estadual, mais conhecido como Horto Florestal , é o endereço ideal para a observação de pássaros.

O Parque Amantikir tem mais de 700 espécies de plantas ao longo de 60 mil m². Em outros parques, como o Capivari , Tarundu e da Cerejeira , a pedida são passeios de bicicleta, teleférico, tirolesa e piqueniques. Fora dos parques, também é possível ver as flores, como nas imediações do Palácio Boa Vista , com suas hortênsias, ou na Estrada de Ferro , onde há jasmins-amarelos.

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2. Lugares para tomar vinho

A adega do Hotel Boutique Quebra-Noz conta com mais de 300 rótulos de diferentes partes do mundo. O Restaurante Vila Chã também é uma excelente escolha, com quase 390 rótulos de vinhos, muitos deles de importação exclusiva. Vale também fazer uma visita aos restaurantes do Hotel Toriba , conhecidos pela diferenciada carta de vinhos.

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3. Atrações culturais

O Museu Felícia Leirner oferece uma programação diversificada, como o projeto Família no Museu, com atividades para todas as idades, e o Domingo Musical, com apresentações gratuitas. O Design do Lajeado , com exposições de artistas locais, e o Museu Casa da Xilogravura , com mais de 8 mil obras de brasileiros e estrangeiros, também são ótimas dicas para quem aprecia arte e cultura.

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4. Boa gastronomia

Além dos fondues e caldos tradicionais da estação, os chocolates merecem paradas estratégicas. Os endereços certos para os chocólatras são as lojas do Cacau de Campos e do Bruno Alves Chocolatier . Não deixe de experimentar também outras delícias que fazem sucesso, como o strudel da Struderia Café da Elaine e as geleias artesanais do Mosteiro de São João .

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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