Turismo
Confira os destinos internacionais que as companhias de baixo custo oferecem no Brasil
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As companhias aéreas de baixo custo (low cost) estão ampliando a participação no mercado brasileiro com mais opções de voos internacionais. Neste post vamos detalhar essas novidades e informar para quais destinos internacionais é possível viajar pelas low cost a partir do Brasil
A partir de segunda-feira (16/12) o Rio de Janeiro terá quatro voos semanais e sem escalas do Aeroporto do Galeão para Montevidéu. Os voos para o Uruguai serão operados pela SKY, companhia aérea low cost com maior número de destinos internacionais a partir do Brasil.
Flybondi aumenta voos no Rio de Janeiro
A Flybondi também está aumentado os voos entre o Brasil e Argentina na temporada de verão. Por exemplo, o número de decolagens de Florianópolis para Buenos Aires passará de 3 para 18 semanais. A companhia também atende o mercado do Paraná com decolagens sem escalas entre Foz do Iguaçu e Santiago.
Do Rio de Janeiro para Buenos Aires o número de voos diários da Flybondi passará de 2 para 3. São Paulo seguirá com um voo diário para a capital argentina. Além de menos espaço entre as poltronas, as companhias aéreas low cost não oferecem serviço de bordo e cobram do consumidor pelos demais serviços.
Belo Horizonte e Brasília
Belo Horizonte e Brasília terão três voos semanais e diretos para Santiago operados pela SKY. A operação nas duas cidades começa em junho e vai até final de outubro de 2025, quando termina a temporada de inverno no Chile.
A JetSmart iniciará em dezembro voos de Florianópolis para Buenos Aires. Essa rota sazonal foi criada pela companhia chilena de baixo custo para atender a grande demanda de turistas argentinos que viajam para Santa Catarina no verão.
Confira para quais destinos internacionais o Brasil tem voos de companhias de baixo custo
Voos da SKY
São Paulo-Santiago
São Paulo-Lima
Rio de Janeiro-Santiago
Rio de Janeiro-Montevidéu (a partir 16/12)
Florianópois-Santiago
Florianópolis-Montevidéu
Salvador-Montevidéu
Salvador-Santiago
Brasília-Santiago (a partir de junho)
Belo Horizonte-Santiago (a partir de junho)
Voos da JetSmart
São Paulo-Santiago
Rio de Janeiro-Santiago
Florianópolis-Santiago
Florianópolis-Buenos Aires (a partir de dezembro)
Foz do Iguaçu-Santiago
Rio de Janeiro-Buenos Aires
Rio de Janeiro-Montevidéu
Voos da Flybondi
São Paulo-Buenos Aires
Rio de Janeiro-Buenos Aires
Florianópolis-Buenos Aires
Voos da Arajet
São Paulo-Punta Cana
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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