Search
Close this search box.

Turismo

Estação de trem de Taormina é uma das mais bonitas da Itália

Publicados

Turismo

Estação de trem de Taormina é uma das mais bonitas da Itália
Maurício Brum

Estação de trem de Taormina é uma das mais bonitas da Itália

Mais do que um ponto de chegada e partida em Taormina , na Sicília , a Estação Ferroviária Taormina-Giardini Naxos chama atenção tanto pela arquitetura quanto pela paisagem no entorno, entre o mar e colinas.

Situada ao longo da linha Messina-Catânia, a estação foi inaugurado em dezembro de 1866 e resistiu aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

exterior-estacao-taormina-giardini
Com elementos da arquitetura siciliana, prédio sobreviveu aos bombardeios da guerra Pymouss/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Famosa pela sua arquitetura tipicamente siciliana, que mescla o Art Nouveau e o neogótico, o edifício conta com belos elementos ornamentais: vitrais, lustres, mosaicos, frisos, esculturas e colunas feitas a partir das rochas vulcânicas do Etna são alguns deles.

No seu interior, há também cômodos equipados com móveis antigos feitos de madeira. Os afrescos do teto e as decorações em relevo são obras do artista italiano Salvatore Gregorietti, que é conhecido por suas intervenções no Villino Florio e no Palazzo dei Normanni , em Palermo .

Robot8A/CC BY-SA 4.0
Com afrescos e outros elementos decorativos repletos de detalhes, interior da estação rouba a cena Robot8A/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Mas parte da fama da estação se deve às grandes obras cinematográficas que foram gravadas no local. Entre eles, O Pequeno Diabo , de Roberto Benigni, e O Poderoso Chefão – Parte III , de Francis Ford Coppola. Nesse último, a estação foi palco para o reencontro entre o mafioso italiano Michael Corleone e sua amada Kate.

Leia Também:  Novas rotas de trem noturno conectam Viena e Munique a Roma

Conheça outros cenários de “O Poderoso Chefão” nos arredores de Taormina

taormina-poderoso-chefao
Em “O Poderoso Chefão – Parte III” (1990), estação histórica em Taormina foi usada para retratar Bagheria, cidade que na verdade fica no outro lado da Sicília ./Reprodução

A estação Taormina-Giardini Naxos fica na Via Nazionale 23, próximo à charmosa comuna de Taormina .

Confira 7 atração imperdíveis em Taormina

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Leia Também:  Companhias brasileiras recebem em dezembro 9 aeronaves novas
Publicidade

Fonte: Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

Publicados

em

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

Leia Também:  Hotel em Roma cria suíte em homenagem a Sophia Loren e valor impressiona; veja

Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

Leia Também:  Museu Vale vai ocupar armazém do Porto de Vitória em 2026

Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA