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Congonhas e Confins investem na compra de 14 veículos elétricos

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Os ônibus elétricos percorrem em média 300 km com uma única carga
Foto: divulgação Aena

Os ônibus elétricos percorrem em média 300 km com uma única carga


Dez ônibus elétricos começaram a ser usados nesta quarta-feira (19/2) no embarque e desembarque remoto em Congonhas, em São Paulo. Com 12,2 metros de comprimento, cada veículo tem capacidade para até 80 passageiros. Em novembro de 2023 foram iniciados os testes em um ônibus elétrico em Congonhas.

O Aeroporto de Congonhas é o primeiro do Brasil a contar com uma uma frota 100% elétrica. Os novos veículos têm capacidade de percorrer em média 300 quilômetros com uma única carga. O tempo de recarrega é de até 3 horas. Segundo a Aena, concessionária do aeroporto, os ônibus têm zero emissão de gás carbônico e zero ruído.

A Aena tem a expectativa de que os veículos deixem de liberar cerca de 464 toneladas de CO2 equivalente por ano na atmosfera, o que representa 25% de toda a emissão de combustão móvel da Aena no Brasil. 

Acessibilidade

Os ônibus elétricos de Congonhas contam com piso baixo para embarque e desembarque, As três portas dos véiculos têm sistema de suspensão adaptado para pessoas com mobilidade reduzida. Eles são equipados com tomadas USB em todos os assentos e também para passageiros em pé, além de um sistema de ar-condicionado ecológico.

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Confira o que afirmou Marcelo Bento Ribeiro, diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena, sobre os ônibus elétricos

“A implementação dos ônibus elétricos no Aeroporto de Congonhas reforça nosso comprometimento com a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros, proporcionando mais conforto, acessibilidade e eficiência no transporte dentro do terminal. Além disso, essa iniciativa está alinhada à nossa estratégia de sustentabilidade, reduzindo significativamente as emissões de CO2 e contribuindo para um futuro mais verde. Estamos sempre buscando inovação para oferecer a melhor experiência aos nossos clientes, ao mesmo tempo em que adotamos soluções responsáveis para o meio ambiente”.

Aeroporto de Confins compra 4 veículos elétricos

A BH Airport, concessionária do Aeroporto de Confins, investiu R$ 500 mil na compra de quatro carros 100% elétricos. Os véiculos começaram a ser usados em novembro de 2024 na fiscalização das operações de pátios e pistas.

A nova frota vai ajudar na redução de 30 toneladas de CO₂ por ano na atmosfera.Os veículos são da marca chinesa BYD, líder em tecnologias sustentáveis de mobilidade e tem autonomia de 300 km. Os carros têm torque instantâneo, bancos de couro ecológico.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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