Turismo
Jubileu: mercado espera faturamento de mais de R$ 1 trilhão
Turismo

Mais de 32 milhões de peregrinos são esperados em Roma para o Jubileu de 2025, um dos eventos mais importantes da Igreja Católica. Como o maior país católico do mundo, o Brasil deve enviar um grande número de fiéis. O crescimento do turismo religioso reflete uma tendência global, com o setor avaliado em US$ 254 bilhões (R$ 1,46 trilhão, com o dólar a R$ 5,77) em 2023 e projeção de crescimento de 15,3% ao ano até 2030.
Segundo relatório da Grand View Research , o mercado de turismo religioso se expande com a busca por experiências espirituais e culturais. Dados da UNESCO indicam que 60% da população mundial pratica uma religião, representando uma grande parcela dos viajantes. Uma pesquisa aponta que 25% dos turistas manifestam interesse em viagens de cunho espiritual.

O Jubileu de 2025 será celebrado em Roma, seguindo uma tradição iniciada pelo Papa Bonifácio VIII em 1300, realizada a cada 25 anos. O evento inclui missas, procissões e confissões, promovendo um período de peregrinação e renovação espiritual para milhões de fiéis.
A movimentação intensa de turistas tem impacto direto na economia local. Hotéis de luxo em Roma já se preparam para receber visitantes. O Hotel de Russie, localizado na Via del Babuino, é um dos destinos mais procurados, oferecendo um ambiente sofisticado com um jardim exclusivo e acomodações reformadas.

Outro destaque é o Anantara Palazzo Naiadi Rome, situado na Piazza della Repubblica. Com elementos arquitetônicos do Vaticano do século XVIII, o hotel conta com 232 quartos e uma piscina panorâmica na cobertura, atraindo visitantes que buscam conforto e experiências gastronômicas exclusivas.
Próximo à Escadaria Espanhola, o Hotel de la Ville combina história e modernidade. Instalado em um palácio do século XVIII, destaca-se pelo design sofisticado e pela vista privilegiada de Roma. O terraço Cielo Terrace é um dos pontos mais disputados para apreciar o pôr do sol na cidade.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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