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Chiesa del Gesú é exemplo de arquitetura barroca na Sicília
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A Chiesa del Gesú é uma das igrejas mais importantes da Sicília , na Itália . Também conhecida como Casa Professa , o conjunto de construções da Companhia de Jesus está localizado no centro de Palermo .
Em 884, quando a ilha ainda vivia sua era árabe, os monges basilianos fundaram o convento e templo de San Filippo d’Argirò no local onde hoje está a igreja. Conforme os anos e reinados mudavam, a igreja também se transformava: partes eram destruídas, capelas eram agregadas e os santos padroeiros eram alterados.
Foi em 1549 que os jesuítas desembarcaram em Palermo e começaram a fazer as mudanças que começaram a configurar a estrutura da igreja atual. Muito foi demolido e refeito, sendo que as alterações mais recentes aconteceram depois de 1943, quando os bombardeios da Segunda Guerra Mundial atingiram a cúpula da Chiesa del Gesù .

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A planta da igreja é em formato de cruz latina, com três naves, um grande presbitério e uma série de capelas laterais características do período barroco. A fachada é austera e quase sem adornos, o que contrasta muito com o seu interior, de opulenta decoração.
Todas as paredes e colunas são revestidas com esculturas, incrustações policromadas, ornamentos de mármore, estuques e afrescos criados por uma série de artistas renomados, como Ignazio Marabitti, Vito D’Anna, Giacomo e Procopio Serpotta e Pietro Novelli. A arte ilustra cenas bíblicas e retrata, principalmente, Jesus e Maria. Veja alguns detalhes no vídeo abaixo:
Serviço
Onde? Piazza Casa Professa, 21 – Palermo, Sicília.
Quando? As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 16h30.
Quanto? Para visitar as capelas e as naves, é preciso pagar € 2. Mas, por € 5, é possível fazer um passeio que passa, além das quatro capelas e da abside central, pela sacristia, pela cripta e por seis salas fechadas ao público geral.
Mais informações no site da Casa Professa .
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil