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Conheça o trem turístico do Brasil eleito como um dos melhores do mundo

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Linha Curitiba-Paranaguá
Divulgação Serra Verde Express/Caros Renato Fernandes

Linha Curitiba-Paranaguá










A Lonely Planet, maior editora de guias de viagem do mundo, elegeu o passeio de trem da Serra do Mar, no Paraná, como um dos melhores do mundo. O trem paranaense ficou em 14º lugar, o único do Brasil, em um ranking com as 60 melhores viagens do mundo em ferrovias.

O passeio da Serra do Mar foi incluído na publicação de 2025, “Amazing Train Journeys”, A escolha dos melhores do mundo foi feita por mais de 200 especialistas do setor. Em 2015 o jornal britânico The Guardian elegeu o passeio da Serra do Mar como 10º mais bonitos do mundo.

Mata Atlântica

A publicação destaca jornadas ferroviárias que encantam pela magia única de viajar sobre trilhos. O trem da Serra do Mar faz o trajeto entre Curitiba e Morretes em uma viagem que dura cerca de quatro horas. São 41 pontes, 13 túneis com um ponto mais alto de 952 metros de altitude.


O trajeto de Curitiba a Morretes em 70 km
Divulgação Serra Verde Express

O trajeto de Curitiba a Morretes em 70 km



No trajeto o viajante passa por um trecho da Mata Atlântica mais preservado do Brasil. Os trilhos centenários da ferrovia completam 140 anos em 2025.  Pelos trlhos da linha Por esses trilhos, passaram figuras importantes da história brasileira, como Princesa Isabel, Barão do Cerro Azul e Dom Pedro II.

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O passeio de trem pela Serra do Mar Paranaense é operado pela Serra Verde Express. O trajeto de Curitiba até Morretes tem 70 km e o valor da passagem é R$ 179 por pessoa. O trem trafega em uma velocidade máxima de 30 km/h, permitindo ao viajante apreciar e registar as paisagens deslumbrantes.

“Estamos muito orgulhosos de estar no top 15 melhores do mundo, em uma lista tão prestigiada. Reconhecimentos como esse nos motivam a continuar inovando e promovendo esse passeio, que é realmente indescritível. Todo mundo tem que fazer pelo menos uma vez na vida”, afirma Adonai Arruda Filho, diretor-geral da Serra Verde Express.

4,5 milhões de passageiros transportados

O trem da Serra Verde Express já transportou mais de 4,5 milhões de passageiros em 27 anos de operação. Em 2024 foram 250 mil pessoas que embarcaram no trem. Para toda essa operação sãp necessários mais de 100 colaboradores, entre guias de turismo e pessoal de apoio.

A Serra Verde informa que tem capacidade de transportar 1.200 pessoas por trecho.  Até o Carnaval os passeios serão diários e na baixa temporada são realizados aos sábados. Em 2020 a Serra Verde Expess colocou em ciculação o  primeiro vagão de luxo e pet friendly do país. 

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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