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Veja vídeo do trem brasileiro eleito um dos mais bonitos do mundo

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De Curitiba a Morretes são 70 km
Foto: divulgação Serra Verde Express

De Curitiba a Morretes são 70 km



O passeio de trem da Serra do Mar, no Paraná, eleito um dos mais bonitos do mundo pela Lonely Planet, maior editora de guias de viagens internacionais, poderá ser realizado durante o Carnaval. A circulação vai  até a quarta-feira de cinzas, 5 de março. 

O trem paranaense ficou em 14º lugar, o único do Brasil, em um ranking com as 60 melhores viagens do mundo em ferrovias.  Em 2015 o jornal britânico The Guardian elegeu o passeio da Serra do Mar como 10º mais bonitos do mundo.

Neste post você assistirá a um vídeo com imagens desta viagem que atrai milhares de turistas do Brasil e de outras partes do mundo. Em trecho da imagem, o trem passa por um túnel todo escuro, mas logo depois você se surpreenderá com uma ponte com direito a uma parada e com a tradicional buzina da locomotiva.

Mata Atlântica

O trem, geranciado pela Serra Verde Express, faz o trajeto entre Curitiba e Morretes em uma viagem que dura entre 4 e 4h30. O trem passa por um trecho da Serrra do Mar que tem uma reserva da Mata Atlântica mais preservada do Brasil.  O vijante se encanta com a paisagem: são 41 pontes, 13 túneis com um ponto mais alto de 952 metros de altitude.

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O trem da Serra do Mar tem partidas de Morretes sempre às 15 horas.  Uma dasa vantagens de pegar o trem na subida da serra rumo à capital paranaense é a possibilidade de contemplar o pôr do sol de uma maneira exclusiva em meio à paisagens de tirar o fôlego.

A subida ferroviária pelos trilhos centenários dura cerca de 4h30 e durante o trajeto os passageiros têm à disposição serviço de bordo com lanche, bebidas não alcoólicas e open de bebidas para as Categorias Luxo e Boutique. O trem da Serra Verde Express tem saídas às sextas, sábados, domingos e feriados.

27 anos de operação

O trem da Serra do Mar transportou mais de 4,5 milhões de passageiros em 27 anos de operação. Somente no ano pasado foram 250 mil pessoas que embarcaram no trem. A capacidade é de 1.200 pessoas por trecho.  

Até o Carnaval os passeios serão diários e na baixa temporada são realizados aos sábados. Em 2020 a Serra Verde Expess colocou em ciculação o  primeiro vagão de luxo e pet friendly do país. 

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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