Uma das principais características de Las Vegas é o exagero. As construções não são apenas grandes em tamanho, mas também nas luzes, na peculiaridade e, por muitas vezes, na ousadia dos projetos. A maior prova disso está na parte sul da Las Vegas Boulevard, mais conhecida como Las Vegas Strip , a avenida que abriga as principais atrações da cidade.
Diferente dos cassinos, o apelido escolhido não carrega nenhum mistério: strip significa “faixa”, o que também faz jus, já que avenida rasga a metade sul da cidade do pecado.
As principais atrações da Las Vegas Strip (fora os cassinos)
Para os visitantes, tudo é festa e, no caso de Las Vegas, esse sentimento se acentua graças à atmosfera da cidade – uma espécie de parque de diversões para adultos a céu aberto cuidadosamente planejado para atrair turistas. O início da Strip já começa com o famoso letreiro de “Welcome to fabulous Las Vegas” e é um ponto clássico para fotografias. Dali em diante há uma fileira aparentemente interminável de hotéis-cassinos, mas também outras maneiras de se entreter.
Veja aqui uma lista com as principais atrações localizadas ao longo da extensão da Las Vegas Strip.
1. Shark Reef Aquarium
Com uma área de 8,8 mil m², a atração fica localizada no Mandalay Bay Hotele conta com 100 espécies, divididas entre 2 mil animais e dispostas em habitats de água doce e água salgada.
Com arquitetura inspirada nos resorts do Lago de Como, na Itália, o Hotel e Cassino Bellagio é uma das fachadas mais icônicas de Las Vegas. O local conta com diversas atrações no interior do hotel, como a Chocolateria e o Jardim Botânico.
A atração mais famosa do Bellagio fica do lado de fora e é aberta ao público passante: o Show das Águas. O lago artificial do hotel-cassino serve de palco para os jatos milimetricamente coreografados que são embalados por música. O show ocorre diariamente, das 15h até 20h.
Outro hotel icônico da Las Vegas Strip, o Luxoré um daqueles casos impossíveis de não olhar. O formato de pirâmide do hotel, com vários quartos dispostos ao longo da parte inclinada, é uma atração até mesmo para quem permanece do lado de fora.
Homenageando o Egito tanto no nome quanto na decoração, o local recebe diversos tipos de espetáculos, como o Blue Man Group. Há também uma grande exposição com arfatos encontrados no Titanic.
4. Hershey’s Chocolate World
Com entrada franca, essa é outra atração da lista para os fãs de chocolate e doces em geral. Com 2 andares, situada no New York New York Hotel & Casino , essa loja tem até mesmo estátuas feitas completamente de chocolate. Para os fãs de guloseimas, é uma oportunidade imperdível, com mais de 800 tipos de doces diferentes produzidos pela Hershey’s – além de souvenires temáticos.
Hershey’s Chocolate World de Las Vegas oferece mais de 800 tipos de doces Hershey’s Chocolate World (Las Vegas)/Divulgação
O local abre diariamente das 9h à meia-noite, com o horário estendido até 1 hora da manhã de sexta para sábado e de sábado para domingo.
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5. Wildlife Habitat do Hotel & Casino Flamingo
Mais uma opção da lista que é completamente family-friendly . O Flamingo Hotel fica numa das ruas transversais à Las Vegas Strip, mas é colado na avenida principal. No interior do local, há o Wildlife Habitat , um mini-zoo com vários tipos de animais: tartarugas, pelicanos, peixes e, claro, flamingos.
A entrada é gratuita e o local funciona das 7h às 20h.
6. Museum of Illusions
No interior do The Cosmopolitan há um dos museus mais divertidos de Vegas: o Museu do Ilusionismo . O espaço foge um pouco ao resto dos outros casos, já que inclui diversos painéis com ilusões de ótica interativas, sempre trazendo a explicação científica por trás de cada caso.
O museu funciona das 10h às 22h, todos os dias, com entradas que custam US$ 33 para crianças e US$ 40 para adultos. Ingressos podem ser garantidos através do site .
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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