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Cuidado ao compartilhar foto do cartão de embarque

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Cuidado ao compartilhar foto do cartão de embarque
DA REDAÇÃO

Cuidado ao compartilhar foto do cartão de embarque

Depois de fazer o check-in no aeroporto, pode ser tentador pegar o cartão de embarque e postar uma foto exibindo o bilhete ao lado do passaporte. Um cliquezinho inocente para seus amigos do Instagram? Pois, pense duas vezes.

É assustador o quanto de informações é possível obter a partir dos dados de um cartão de embarque alheio – e até mesmo fazer alterações sérias, como cancelar o voo ou mudar a reserva de assento.

Isso acontece porque a grande maioria dos cartões de embarque estampa uma série de informações, como número da passagem, código de programa de fidelidade e até quantas bagagens foram despachadas. Basta isso e o nome completo do viajante (que, tcharam, também está lá!) para entrar no site da companhia e ter acesso à conta do passageiro.

Nem os enigmáticos códigos de barras escapam dos “hackers” de passagens. No bilhete aéreo, os códigos de barra concentram todas as informações do passageiro. Qualquer leitor de código de barras consegue visualizar o conteúdo deles – inclusive há sites que fazem a leitura do código online (apenas com o upload da imagem).

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Obviamente que é preciso estar muito mal intencionado para dar esse tipo de golpe – afinal, qual vantagem alguém levaria ao cancelar um voo alheio?

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Faz questão de postar um story pré-viagem no aeroporto? Só por segurança, aposte no clássico clique do telão de chegadas e partidas, que ainda faz sucesso!

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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