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Cunha: O Lavandário tem uma das vistas mais bonitas da Serra do Mar

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Cunha: O Lavandário tem uma das vistas mais bonitas da Serra do Mar
Malu Jansen

Cunha: O Lavandário tem uma das vistas mais bonitas da Serra do Mar

O Lavandário em Cunha , no interior de São Paulo , entrega uma das paisagens mais encantadoras da Serra do Mar. O campo de lavandas fica no alto de um morro, e por isso o lugar também tem vista para as montanhas da região, além de estar voltado para o pôr do sol.

O meu receio era chegar lá e não ter flor nenhuma, já que as lavandas costumam estar em sua melhor época durante a primavera. Para não ter a sensação de viagem perdida, me programei para ir até lá um pouco antes do pôr do sol – assim, a visão do horizonte estaria linda de todo jeito.

O que eu não sabia é que os pés de lavanda do lugar são plantados em três levas por ano e, por isso, o lugar está sempre florido. Então foi uma grata surpresa chegar lá e ver os campos todos pintados de roxo. As lavandas são encantadoras, e também há pés de outras plantas, como alecrim e manjericão – não é preciso dizer que o aroma por lá é delicioso.

Não fui a única que tive a ideia de ir antes do pôr do sol: esse é o período do dia com o maior movimento. Só é possível entrar n’ O Lavandário até às 16h30, para não lotar demais o espaço até o horário do sol se pôr. No tempo até isso acontecer, que é entre 17h30 e 18h, dá para passear pela propriedade ou tomar um café ou sorvete.

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Inclusive, os sabores da sorveteria são todos produzidos n’ O Lavandário : alecrim, manjericão, verbena e – é claro – lavanda são algumas das opções. Minha curiosidade foi maior do que o frio – não poderia deixar de provar um sorvete de lavanda, feito de forma tão artesanal. Tinha medo de não gostar ou ter gosto de sabonete, mas o sabor surpreendeu positivamente. Aprovado.

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Os sorvetes são produzidos a partir dos óleos que são destilados ali mesmo, na propriedade – são duas casinhas que abrigam as destilarias, mas não é possível entrar. Outros produtos, como óleos essenciais e cosméticos, também são vendidos por lá (o shampoo de alecrim é muito cheiroso!).

Então, o sol já estava começando a cair. Minha dica é levar uma toalha ou canga. Assim, dá para estender o tecido no chão e acompanhar a vista até o sol se pôr (mas atenção: O Lavandário não permite piqueniques). Em um dos campos em que não havia lavandas, várias pessoas faziam o mesmo para acompanhar o cenário. Me senti como se estivesse em um cinema, mas o telão era o céu e a Serra da Bocaina .

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Serviço

O Lavandário fica aberto apenas às sextas-feiras, sábados e domingos a partir das 10 horas da manhã. Só é permitido entrar até às 16h30, e o lugar fecha logo após o pôr do sol. O campo de lavandas fica na Rodovia Cunha-Paraty , no km 54 (para lá do centro de Cunha , para quem vem de São Paulo ). O ingresso custa R$ 20, mas idosos pagam apenas R$ 10 e menores de 12 anos não pagam.

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A simpática Cunha abriga vários ateliês de ceramistas e pousadas charmosas. O inverno é quando Cunha está em seu auge – a cidadezinha serrana é um destino todo aconchegante e romântico para conhecer durante essa época do ano. A cidade fica a 207 km de São Paulo , trajeto feito em mais ou menos duas horas e meia pela Dutra e, depois, pela Rodovia Paraty-Cunha. Leia tudo sobre Cunha.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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