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Bonito: roteiro de 4 dias no melhor destino de ecoturismo do Brasil

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Bonito: roteiro de 4 dias no melhor destino de ecoturismo do Brasil
Maurício Brum

Bonito: roteiro de 4 dias no melhor destino de ecoturismo do Brasil

Premiado 17 vezes como “Melhor Destino de Ecoturismo” no prêmio O Melhor de Viagem & Turismo , o município de Bonito, no Mato Grosso do Sul , é o lugar melhor estruturado no Brasil para a prática de mergulho fluvial. Situado na região da Serra da Bodoquena, o município de 24 mil habitantes fica a 300 km da capital, Campo Grande.

Praticamente toda região serrana é voltada ao ecoturismo, com mais de 30 atrações. Uma única viagem é impossível para conhecer tudo o que o destino oferece, mas para fins de roteiro o interessante é colocar na programação ao menos uma flutuação, uma gruta, uma cachoeira, um balneário e um passeio de aventura, como por exemplo quadriciclo, rapel ou boia cross. A partir daí é possível dosar a programação de acordo com o interesse.

Os preços dos passeios em Bonito são tabelados e você precisa sempre agendá-los, não existe compra de ingresso na porta do atrativo (são mais de 50 agências no centro de Bonito à disposição ). Você pode alugar um carro durante toda a estadia ou reservar o transfer para os passeios com a agência onde o ingresso foi comprado.

Abaixo, sugerimos um roteiro de 4 dias. Tenha em mente que é preciso planejar e reservar tudo antes de viajar porque pode acontecer de um atrativo não ter vaga para a data desejada. Por essa razão também que, no roteiro a seguir, em alguns dias sugerimos duas opções de passeio com uma mesma pegada. Lembre-se: a estadia em Bonito pode durar bem mais do que uma semana, mas o mínimo são três dias inteiros.

Bonito: segurança em primeiro lugar

A estrutura da cidade e dos passeios é de tirar de o chapéu, a começar pelos guias dos passeios que são ao mesmo tempo qualificados, simpáticos e zelosos. Se você não sabe nadar ou tem medo de água, ótimo, Bonito é o destino não para perder o medo, mas para ter o seu medo respeitado e cuidado por alguém que irá conduzir você com segurança e encorajamento – e quando você nem imagina, estará nadando em meio a milhares de peixões.

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Dia 1:

9h – Gruta do Lago Azul

Comece cedinho com uma visita à Gruta do Lago Azul , um dos lugares mais visitados. Desde 1978, o local é reconhecido como monumento natural e impressiona pelo contraste entre suas sombras e o brilho das águas — resultado da incidência de luz natural que atravessa as aberturas das rochas —, conferindo uma coloração azul neon ao lago com mais de 90 metros de profundidade.

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O caminho até a boca do gruta inclui uma trilha com cerca de 300 degraus esculpidos diretamente nas pedras. Na entrada do atrativo há um receptivo muito bem montado e com banheiros. A gruta fica a 21,5 km do centro da cidade. Os valores da visita variam de R$ 110 a R$ 160, conforme a época do ano.

11h – Parque das Cachoeiras ou Estância Mimosa

Na sequência, visite o Parque das Cachoeiras , uma área de conservação privada com sete cachoeiras formadas pelo Rio Mimoso. As quedas d’água variam em altura e volume, criando pequenas piscinas naturais ao longo do percurso. O passeio pelo parque é feito por trilhas que conectam as cachoeiras com trechos de mata, oferecendo uma experiência de contato direto com a natureza.

Enquanto ocorre a caminhada, é possível parar em plataformas de observação para apreciar a vista ou nadar nas piscinas naturais. O parque também tem áreas de descanso com quiosques e um local para refeições. Situado a 17 km do centro, os valores para visitação variam entre os meses do ano – adultos pagam a partir de R$ 200.

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Outra opção de cachoeiras na mesma região formadas pelo mesmo rio Mimoso é a Estância Mimosa, que possui 10 quedas d’água, 9 paradas para banho e um circuito belíssimo cercado por muito verde. Um trecho do passeio é realizado em barco elétrico movido a energia solar e há muitas passarelas de madeira ao longo do percurso. E por último, mas não menos importante, o almoço é simplesmente divino. Ingressos a partir de R$ 260 (e almoço R$ 78). A Mimosa fica um pouco depois do Parque das Cachoeiras, a 24 km de Bonito.

Dia 2

10h – Rio Sucuri ou Recanto Ecológico Rio da Prata

O Rio Sucuri é famoso por suas águas cristalinas, que é o resultado da alta concentração de calcário, que filtra naturalmente as impurezas. A nascente do rio é um dos pontos principais do passeio, onde se pode ver o fluxo da água emergindo do solo. Durante a flutuação de 1.800 metros, os visitantes percorrem trechos rentes a mata ciliar e bancos de areia, enquanto observam a vida aquática composta por diversas espécies de peixes, como o dourado, e plantas submersas, como a cambuquira.

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A flutuação dura aproximadamente 2h30min, e é realizada com o auxílio de snorkel e colete salva-vidas, garantindo que os visitantes se mantenham à superfície sem esforço. Além da vida aquática, o passeio oferece uma vista panorâmica do entorno, com árvores nativas e a possibilidade de avistar animais silvestres, como a lontra. O local fica a 19 km do centro da cidade, levando em média 30 minutos de carro, e a visitação custa a partir de R$ 240. Saiba mais.

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Se quiser um pouco mais adrenalina na sua flutuação, considere o Recanto Ecológico Rio da Prata, que fica em Jardim, município vizinho a 45 km de Bonito. O percurso de flutuação é mais longo, são 2200 metros, dura em média 4 horas e passa por dois rios – começa rasinho e termina em águas mais profundas (quem cansar pode fazer o último trecho de barquinho). O interessante é que em determinado trecho você sai da água, pega uma trilha e cai na água de novo. E não bastasse a flutuação ser maravilhosa, o almoço servido no fogão a lenha é delicioso. Deixe um espacinho para o doce de leite que é feito todos os dias no local em imensos tachos – e você pode comprar para levar para casa. Ingresso a partir de R$ 360, com almoço (se não comer por lá o preço é o mesmo, então uma dica é ir de manhã, fazer a flutuação, almoçar e deitar em uma rede; há também passeio a cavalo). Saiba mais

Dia 3:

10h – Eco Park Porto da Ilha

O balneário é um destino completo: quem quiser fazer absolutamente nada, apenas ficar de molho sossegado, pode. Quem quiser ficar de molho e fervendo com os amigos, também pode. Quem preferir embarcar em passeio de bote, de duck e de stand up paddle, consegue também. São 4 áreas de banho bastante espalhadas e algumas têm decks flutuantes. Você pode também apenas ficar brincando em corredeiras, cercado por peixões. Vá para almoçar, o restaurante serve um tambaqui divino. Entrada a partir de R$ 75 por pessoa e as atividades e o almoço são pagos à parte. O parque fica a 13 km do centro de Bonito. Saiba mais

À tarde ou à noite – Gruta de São Miguel

Aqui você pode fazer o passeio à tarde ou então à noite (às terças e sextas-feiras). A Gruta de São Miguel , localizada em uma área de preservação ambiental a 18 km do centro, tem formações geológicas, como estalactites e estalagmites, que se criaram ao longo dos milênios pela ação da água. O acesso se dá por uma trilha suspensa que passa pela copa das árvores e leva até a entrada da gruta.

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Durante o passeio guiado, também é possível encontrar morcegos e pequenas espécies de insetos que habitam o ambiente subterrâneo. Há também a opção de passeio noturno, com mais doses de emoção. Os valores para conhecer a gruta começam em R$ 86.

Dia 4

10h – Trilha Boiadeira

A Trilha Boiadeira é uma aventura e tanto. Realizado em quadriciclo 4×4, o passeio faz um percurso de 8,7 km, em cerca de 50 minutos, pela antiga estrada boiadeira, usada no fim do século 19 e início do século 20, por comitivas de gado como passagem até as fazendas.

Ao longo da trilha, os participantes aproveitam a paisagem da Mata Atlântica e encontram obstáculos naturais, como troncos caídos e pedras, que tornam o passeio mais desafiador. A rota também passa por riachos e pequenos córregos.

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Monitores capacitados acompanham todo o percurso, mas somente maiores de 16 anos podem pilotar (não precisa ter experiência) e as garupas são permitidas a partir dos 5 anos. O uso de calçado fechado e calça são obrigatórios. Não é permitido ingerir bebida alcoólica antes ou durante a atividade. Por fim, é necessária uma avaliação técnica antes de iniciar o passeio. Os valores variam de R$ 280 a R$ 340.

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O utras opções para incluir no seu roteiro

Sobrou tempo ou quer ter outros passeios na manga? A Praia da Figueira , a 16 km do centro da cidade, é formada por uma lagoa de água corrente cristalina com mais de 60.000 m², proveniente do Rio Formoso, cercada por areias claras e áreas gramadas. Os visitantes ainda encontram quiosques, redes de descanso e espaços destinados à prática de esportes aquáticos, como stand-up paddle e caiaque. O lugar é ótimo para quem viaja com crianças pequenas. As águas da praia abrigam uma diversidade de peixes. O visitante adulto paga a entrada no valor de R$ 105 a R$ 120 para passar o dia e as crianças, de 6 a 11 anos, de R$ 84 a R$ 95.

Outra atração é a visita ao Aquário Natural , situado na Reserva Ecológica Baía Bonita, a 7 km da Praça da Liberdade. Formado por uma lagoa de águas claras, o local atrai visitantes que gostam de praticar snorkel e nadar entre diversas espécies de peixes da região, como o tambaqui e o curimbatá.

É proibido o uso de repelente e protetor solar durante o percurso de 800 metros dentro da água, que tem duração de 40 minutos. Grávidas a partir de 20 semanas também não podem participar da atividade. Há também a opção de explorar a trilha dos animais, que se estende por 1.200 metros e atravessa áreas da Mata Atlântica e do Cerrado, com passarelas suspensas que oferecem vistas da biodiversidade local. O valor do passeio começa em R$ 280 para adultos.

Outro destino para se ter na manga é o Balneário Municipal de Bonito , a 7,5 km do centro da cidade. Com uma faixa de areia de 300 metros ao longo da margem do Rio Formoso, o local se destaca pelas áreas para nadar. O acesso à água é facilitado por rampas e escadas que permitem chegar ao rio em segurança.

Além das opções de mergulho, o balneário conta com uma estrutura de apoio, incluindo banheiros, quiosques, áreas para alimentação e churrasqueiras. O lugar é cercado pela vegetação nativa, composto por ipês e jatobás que oferecem sombra em vários pontos, criando espaços para descanso e piqueniques. O local também tem atividades de caiaque e stand-up paddle, além de trilhas que levam à observação do habitat natural de animais que vivem na região, como capivaras e macacos-prego. Visitar o Balneário de Bonito custa de R$ 62 a R$ 80, variando conforme a data da sua viagem. Crianças de até 6 anos não pagam. A entrada é gratuita aos moradores locais, com comprovação de residência.

Como chegar em Bonito

A Gol é a única aérea que tem voos diretos de São Paulo (Congonhas) para Bonito – pela importância do ecoturismo, a empresa faz a compensação de carbono para todos os passageiros que descem na cidade . Outra possibilidade é voar até Campo Grande, com mais horários, e fazer o percurso até Bonito de carro. Uma boa notícia: o asfaltamento da MS-345 (ou Estrada do 21) foi entregue em julho de 2024 e reduziu em 40 km a viagem até Bonito. Quem sai de Campo Grande deve pegar a BR-262 e na altura de Anastácio pegar a saída para a MS-345. Pela estrada nova, são 260 km entre Campo Grande e Bonito (a viagem pela BR-060 continua levando cerca de 300 km). A viação Cruzeiro do Sul faz o trajeto de ônibus diariamente, com saídas do aeroporto de Campo Grande, e a viagem leva cerca de 5 horas. A Azul voa direto para Bonito a partir de Viracopos.

Confira aqui dicas de hospedagem, restaurantes e as melhores épocas do ano para conhecer a região.

Veja um guia de Bonito

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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