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História e curiosidades sobre as Galeries Lafayette, em Paris

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História e curiosidades sobre as Galeries Lafayette, em Paris
DA REDAÇÃO

História e curiosidades sobre as Galeries Lafayette, em Paris

As Galeries Lafayette , em Paris , estão completando 130 anos em 2024. A história da marca começou com uma pequena loja, de apenas 70m², que abriu as portas no número 1 da Rue Lafayette em 1894, fundada por dois primos da Alsácia – Théophile Bader e Alphonse Kahn.

Em 1912, houve a expansão da loja, que foi confiada a Ferdinand Chanut. O arquiteto projetou uma obra-prima do art nouveau: o resultado inclui não apenas a famosa cúpula, mas, também, a escadaria principal, o grande salão central e os balcões elegantemente decorados.

Primeira loja de departamentos da Europa, as Galeries Lafayette são hoje um conjunto de 70.000 m 2 em três edifícios, que recebem cerca de 100 mil visitantes por dia. S inônimo de estilo parisiense e de elegância à francesa, o espaço possui 15.000 m 2 dedicados à moda e 3.500 marcas renomadas, incluindo Louis Vuitton, Chanel, Prada, Gucci, Burberry, Balenciaga, MiuMiu, M.A.C, Lancôme, Dior e Sisley.

Além disso, oferece serviços sob medida, que inclui personal shoppers e atendentes que falam português, salões privativos, entrega de compras no hotel e orientação no serviço de reembolso de impostos (12%).

Veja, a seguir, alguns fatos históricos e curiosidades que marcaram a trajetória das Galeries Lafayette aos dias de hoje:

Galeries Lafayette, Paris, França
Detalhes da icônica cúpula //Divulgação

1. Em 1902, foi criada a Union Sportive des Galeries Lafayette (USGL), permitindo aos funcionários da loja a prática de atividades esportivas. Mais de um século depois, a USGL segue promovendo o esporte, organizando não apenas sessões regulares de treinamento, mas também competições entre as várias equipes compostas por seus colaboradores.

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2. A icônica cúpula das Galeries Lafayette Haussmann foi erguida em apenas seis meses, durante o ano de 1912. Um verdadeiro feito arquitetônico para a época. A estrutura de 40 metros de altura é resultado da colaboração entre três artistas renomados, Ferdinand Chanut para a estrutura geométrica, Jacques Grüber para os suntuosos vitrais e Louis Majorelle para as delicadas ferragens.

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3. Uma creche para os filhos dos funcionários costumava ficar no último andar da loja, pois acreditava-se na época, que, quanto mais alto estivessem, mais puro era o ar.

4. Aceitando um desafio lançado pelas Galeries Lafayette, o aviador francês Jules Védrines pousou no telhado da loja Paris Haussmann em uma aeronave Caudron G.3 em 19 de janeiro de 1919. Ele recebeu 25.000 francos em prêmios em dinheiro por sua façanha, mas teve que pagar uma multa de 16 francos por sobrevoar Paris sem autorização.

5. Em uma campanha comercial criada em 1921 e voltada para o público infantil, cada criança podia escrever seu nome dentro de um balão, que depois foi solto nos céus de Paris. O dono do balão encontrado mais distante da loja ganharia um prêmio. O vencedor foi uma criança cujo balão foi encontrado na cidade espanhola de Barcelona .

6. Gabrielle Chanel comprava as formas/moldes de seus chapéus na Galeries Lafayette Haussmann. Em 1921, o famoso perfume n. 5 era vendido com exclusividade na loja, que ainda era detentora de 40% do produto. Entusiastas das corridas de cavalos, ela e Théophile Bader, um dos fundadores da Galeries Lafayette, se encontravam regularmente em Longchamp. Em 1923, eles assinaram um acordo pelo qual Mademoiselle Chanel concedeu à loja o direito de vender os perfumes da marca que leva seu sobrenome em todas as filiais por um período de 25 anos.

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7. Em 1951, foi inaugurada a primeira escada rolante da loja, então a mais alta da Europa.

8. Em 1975, o ator Jean-Paul Belmondo subiu no telhado da loja da Galeries Lafayette durante as filmagens de Fear Over the City (em francês “Peur sur la Ville”), de Henri Verneuil. Trata-se do primeiro filme em que o ator interpreta um policial e faz suas próprias acrobacias. A perseguição no telhado exigiu a reconstrução de 400 metros quadrados de cobertura de zinco no topo da loja.

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9. A gigantesca e tradicional árvore de Natal sob a cúpula da loja encanta os visitantes desde 1976. Antes disso, as árvores decoravam apenas a avenida e a fachada. Mas foi nesse ano que a Galeries Lafayette ergueu pela primeira vez no saguão central uma árvore de 23 metros de altura feita com 400 metros quadrados de alumínio.

10. Em 1981, o Aberto da França foi de Roland Garros às Galeries Lafayette: a lenda do tênis Björn Borg fez algumas jogadas no terraço da cobertura da loja durante um evento organizado para crianças.

11. Em 2010, as Galeries Lafayette organizaram o maior desfile de moda do mundo em frente à loja, exigindo que as ruas circundantes fossem bloqueadas ao trânsito. Com a participação de 800 modelos em uma passarela de 75 metros de comprimento, o evento foi tão bem-sucedido que ganhou uma menção no Guinness Book of World Records.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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