Search
Close this search box.

Turismo

Espanha: Marqués de Riscal, em Rioja, é eleita melhor vinícola do mundo

Publicados

Turismo

Espanha: Marqués de Riscal, em Rioja, é eleita melhor vinícola do mundo
Maurício Brum

Espanha: Marqués de Riscal, em Rioja, é eleita melhor vinícola do mundo

Tradicional figura no topo dos rankings de melhores vinícolas do mundo, a Bodegas de Los Herederos del Marqués de Riscal , na Espanha, garantiu em 2024 o primeiro lugar geral na prestigiada lista do World’s Best Vineyards . O prêmio julga os produtores de vinho tanto pela qualidade da bebida feita na casa quanto pela experiência que proporcionam aos visitantes, em gastronomia e hospitalidade.

Localizada na região de Rioja, no norte da Espanha, a Marqués de Riscal conta quase 170 anos de tradição na vitivinicultura, e estava batendo na trave nas últimas premiações: o primeiro degrau do pódio finalmente veio após três anos consecutivos entre os maiores destaques do planeta, mas sempre figurando em segundo lugar no ranking.

Além dos famosos vinhos, a “bodega” riojana se destaca pela arquitetura audaciosa repleta de estruturas metálicas, curvas e inclinações. O espaço, assinado pelo mesmo Frank Gehry que projetou o Guggenheim de Bilbao , que fica a 126km dali, ainda abriga um hotel de luxo e um restaurante com estrela Michelin.

Outros destaques do ranking

A chilena VIK , que também vinha aparecendo no top-5 em anos recentes, foi escolhida a melhor vinícola da América do Sul – e obteve o segundo lugar no ranking global. A VT esteve lá, veja como foi a visita.

Leia Também:  Festival de Natal em Bento Gonçalves tem shows em meio aos parreirais
vik-chile
Hospedagem na chilena VIK tem vista panorâmica para o vale onde ficam os vinhedos VIK/Divulgação

Mesmo com uma história muito mais curta, chegando apenas à “maioridade” este ano, o vinhedo estabelecido em 2006 no Vale de Cachapoal já consolidou um padrão de excelência. Por lá, também é possível encontrar a mescla da produção com um hotel de alto padrão – o VIK Chile Retreat – onde se destacam os quartos de vidro e a vista de 360 graus para o vale.

Já a sul-africana Creation , que levou a “medalha de bronze” na lista mundial, garantiu o posto de melhor vinícola da África. Estrela ascendente no mercado, a operação baseada na região vitivinicultora de Walker Bay, ao sul da Cidade do Cabo, é mais um destino que oferece acomodações de luxo para os visitantes, no Die Voormanshuis – marcado pelos confortáveis chalés no estilo das fazendas coloniais do continente.

creation-wines-africa-do-sul
Chalés de luxo na sul-africana Creation Creation Wines/Divulgação

Confira o top-25

  1. Bodegas de Los Herederos del Marqués de Riscal (Espanha)
  2. VIK (Chile)
  3. Creation (África do Sul)
  4. Bodegas Ysios (Espanha)
  5. Fürst Von Metternich-Winneburg’sche Domäne Schloss Johannisberg (Alenanha)
  6. Maison Ruinart (França)
  7. Château Smith Haut Lafitte (França)
  8. Abadía Retuerta (Espanha)
  9. Weingut Dr. Loosen (Alemanha)
  10. Finca Victoria – Durigutti Family Winemakers (Argentina)
  11. Bodega Garzón (Uruguai)
  12. Champagne Bollinger (França)
  13. Château d’Yquem (França)
  14. Tenuta Cavalier Pepe (Itália)
  15. Quinta do Crasto (Portugal)
  16. Robert Mondavi Winery (Estados Unidos)
  17. Montes (Chile)
  18. Bodegas Salentein (Argentina)
  19. Viu Manent (Chile)
  20. Ceretto (Itália)
  21. Château Pape Clément (França)
  22. Castello Banfi (Itália)
  23. Bodegas Muga (Espanha)
  24. Jordan Vineyard & Winery (Estados Unidos)
  25. Tenuta Castelbuono – Tenute Lunelli (Itália)
Leia Também:  Buenos Aires: Rosedal de Palermo está na melhor época para ver as rosas

Leia tudo sobre a Espanha

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

Publicados

em

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

Leia Também:  Acidentes aéreos mataram 244 pessoas em 2024; veja os dados

Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

Leia Também:  Beto Carrero: como chegar, atrações, ingressos, alimentação, hotéis

Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA