Turismo
Festival de Natal em Bento Gonçalves tem shows em meio aos parreirais
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O Natal Luz de Gramado não é a única programação natalina da Serra Gaúcha . Com entrada gratuita, a terceira edição do Natal nos Vinhedos , em Bento Gonçalves , reúne música, teatro e, é claro, muito vinho e espumante em seis dias: 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de dezembro (sextas-feiras e sábados), a partir das 19h.
O evento acontece em frente à Vinícola Miolo em meio às videiras decoradas com luzes de Natal. Nesta época, as uvas estão amadurecendo e são colhidas dali a poucos dias. Além do palco montado para as apresentações, tendas são instaladas por restaurantes da região para vender seus produtos entre os parreirais.

A programação completa ainda não foi divulgada, mas as atrações incluem shows, como o da Orquestra Big Band, e apresentações de teatro, como as peças Natal Branco e Presente de Natal.
Quem for de carro pode estacionar em cinco lugares: 8 da Graciema, em frente ao Salão da Comunidade; Vinícola Cave do Sol; Restaurantes Pipas Terroir; Fiamma Giardino e Pizza; e Lídio Carraro Vinícola Boutique. Haverá um serviço de transfer que passa pelos cinco estacionamentos em direção à Vinícola Miolo .
Programação do Natal dos Vinhedos 2024
6 de dezembro
Natal Branco (peça teatral)
7 de dezembro
Presente de Natal (peça teatral)
13 de dezembro
Orquestra Big Band (show)
14 de dezembro
A Verdadeira História de Natal (peça teatral)
20 de dezembro
Dirceu Pastori e Banda (show)
21 de dezembro
Um Encanto de Natal – Cia Sorriso Com Arte (espetáculo circense)
Serviço
Natal nos Vinhedos
Quando? Dias 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de dezembro, das 19h às 23h30.
Quanto? Entrada gratuita.
Onde? Km 21 da RS-444 no Vale dos Vinhedos, em frente à Vinícola Miolo.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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