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Festival de Natal em Bento Gonçalves tem shows em meio aos parreirais

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Festival de Natal em Bento Gonçalves tem shows em meio aos parreirais
Rebeca de Ávila

Festival de Natal em Bento Gonçalves tem shows em meio aos parreirais

O Natal Luz de Gramado não é a única programação natalina da Serra Gaúcha . Com entrada gratuita, a terceira edição do Natal nos Vinhedos , em Bento Gonçalves , reúne música, teatro e, é claro, muito vinho e espumante em seis dias: 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de dezembro (sextas-feiras e sábados), a partir das 19h.

O evento acontece em frente à Vinícola Miolo em meio às videiras decoradas com luzes de Natal. Nesta época, as uvas estão amadurecendo e são colhidas dali a poucos dias. Além do palco montado para as apresentações, tendas são instaladas por restaurantes da região para vender seus produtos entre os parreirais.

Natal nos Vinhedos, Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul
A edição de 2023 reuniu 15 mil visitantes Natal nos Vinhedos/Divulgação

A programação completa ainda não foi divulgada, mas as atrações incluem shows, como o da Orquestra Big Band, e apresentações de teatro, como as peças Natal Branco e Presente de Natal.

Quem for de carro pode estacionar em cinco lugares: 8 da Graciema, em frente ao Salão da Comunidade; Vinícola Cave do Sol; Restaurantes Pipas Terroir; Fiamma Giardino e Pizza; e Lídio Carraro Vinícola Boutique. Haverá um serviço de transfer que passa pelos cinco estacionamentos em direção à Vinícola Miolo .

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Programação do Natal dos Vinhedos 2024

6 de dezembro

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Natal Branco (peça teatral)

7 de dezembro

Presente de Natal (peça teatral)

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13 de dezembro

Orquestra Big Band (show)

14 de dezembro

A Verdadeira História de Natal (peça teatral)

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20 de dezembro

Dirceu Pastori e Banda (show)

21 de dezembro

Um Encanto de Natal – Cia Sorriso Com Arte (espetáculo circense)

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Serviço

Natal nos Vinhedos

Quando? Dias 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de dezembro, das 19h às 23h30.

Quanto? Entrada gratuita.

Onde? Km 21 da RS-444 no Vale dos Vinhedos, em frente à Vinícola Miolo.

Leia tudo sobre o Rio Grande do Sul

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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