Turismo
Companhia aérea suspende voos de Natal para Fernando de Noronha
Turismo

A partir de 8 de março, a Azul não terá voos diretos entre Natal(RN) e a ilha de Fernando de Noronha. A companhia alegou que a suspensão faz parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda. ( Leia nota completa abaixo ).
A partir de março, quem está na capital do Rio Grande do Norte terá que fazer conexão nos voos da Azul no Recife para seguir viagem até Fernando de Noronha. Apesar de a suspensão ser a partir de março, conforme comunicado da Azul, em várias datas de fevereiro não há passagens disponíveis para a compra no site da companha, para o trecho entre Natal e Fernando de Noronha.
Sobre a suspnsão dos voos diretos de Natal para Fernando de Noronha em fevereiro, a coluna entrou em contato com a assessoria de imprensa da Azul, e aguarda uma resposta para atualizar esse post.
Voos diretos da Azul de Natal para Fernando de Noronha

Atualmente o aeroporto só pode operar com aeronaves turboélice. As companhias Azul e Latam oferecem voos diários e sem escalas entre o Recife e Fernando de Noronha em aeronaves ATR-72 que transportam até 70 passageiros.
O aeroporto da ilha localizada no litoral de Pernamabuco está com restrições de pousos e decolagens de aeronaves a jato desde outubro de 2022, conforme determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A Gol está sem operar na ilha desde outubro de 2022 por não ter aviões de médio porte em sua frota.
As restrições foram determinadas após a constatação de problemas estruturais no piso da pista do aeroporto. A previsão do Governo de Pernambuco é de concluir as obras em março deste ano. Estão sendo investidos R$ 60 milhões.
Nota da Azul sobre fim dos voos en tre Natal e Fernando de Noronha
São Paulo, 22 de janeiro de 2025 – Azul informa que, como parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda, a partir de 08 de março, os voos para Fernando de Noronha (PE) serão operados somente a partir de Recife.
Importante ressaltar que os Clientes impactados serão reacomodados e receberão a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Suspensão de voos no Nordeste
No dia 18 de janeiro deste ano essa coluna divulgou que o município de Parnaíba, onde fica o Delta do Parnaíba, destino turístico localizado no Piauí, ficará sem voos comerciais da Azul a partir de 10 de março.
Os voos sem escalas de Parnaíba para Jericoacoara também serão encerradas na mesma data. Em 10 de março a Azul deixará de operar na cidade de São Raimundo Nonato, porta de entrada do Parque da Serra da Capivara, também no Piauí.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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