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Descubra para que serve o chip no passaporte e como ele funciona

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Você já notou o desenho de um retângulo na capa do seu passaporte? Esse ícone é o símbolo internacional do Passaporte Eletrônico, ou E-Passport, e indica que o documento possui um chip integrado com as principais informações impressas no papel.

O Passaporte Eletrônico foi adotado no Brasil em 2010 e tem como diferencial o armazenamento de dados no chip, permitindo que informações como foto, impressões digitais e dados pessoais sejam comparadas automaticamente com as impressões físicas. Essa tecnologia reduz o tempo de espera nos postos de controle migratório, já que o documento pode ser lido rapidamente por scanners.

Além de agilidade, o E-Passport também oferece mais segurança. Os dados são protegidos por um Certificado Digital e utilizam o protocolo de autenticação EAC (Extended Access Control), que dificulta falsificações.

Como cuidar do chip do passaporte
O chip está localizado na parte interna da capa traseira do documento e exige cuidados específicos. A capa do passaporte não pode ser dobrada, perfurada ou exposta a condições extremas, como altas temperaturas, umidade, luz intensa, campos eletromagnéticos ou produtos químicos.

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Cada chip é testado pela Casa da Moeda antes de ser enviado aos postos da Polícia Federal (PF). Embora falhas sejam raras, o órgão explica o que fazer em caso de problemas.


O que fazer se o chip apresentar falhas?
Teste o chip pelo celular: Aplicativos como Read ID – NFC Passport Reader (disponíveis para Android e iOS) permitem verificar se o chip está funcionando. Caso o celular não tenha tecnologia NFC ou o teste indique problemas, siga os próximos passos.

Procure o posto de emissão: Leve o passaporte ao local onde foi emitido para uma avaliação oficial pela Polícia Federal.

Identificado o problema, há duas possibilidades: Se for o primeiro uso e o defeito tiver ocorrido antes da entrega, a PF emitirá um novo passaporte sem custo. Se o dano ocorrer enquanto o passaporte está com o titular, será necessário pagar pela emissão de um novo documento.

Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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