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Gramado: passeio de ônibus por chocolaterias é nova atração

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Gramado: passeio de ônibus por chocolaterias é nova atração
Lucca Bessa

Gramado: passeio de ônibus por chocolaterias é nova atração

A partir do dia 1º de novembro, Gramado passará a ter mais uma atração para os chocólatras: um ônibus batizado de “ Chocobus ” fará um passeio por chocolaterias, com direito a degustações, visitas guiadas e oficinas práticas.

O ônibus será operado pela agência local Brocker Turismo e os passeios acontecerão às segundas-feiras, sextas-feiras e sábados. A saída será sempre às 14h, sendo que os passageiros podem optar por embarcar no centro de Gramado, na loja da Brocker (Av. das Hortensias, 1845), ou no centro da vizinha Canela , na loja da Bustour ( Praça da Matriz, 69).

O tour, de aproximadamente quatro horas de duração, passará por fábricas como a da Chocolate Gramadense e a da Chocolates Prawer , onde serão realizadas visitas guiadas pelas dependências, degustações dos chocolates e oficinas práticas para aprender a fazer doces.

Durante o trajeto, monitores contarão a história do chocolate em Gramado e no mundo.

Serviço

Quando? A partir de 1º de novembro. Às segundas-feiras, sextas-feiras e sábados, às 14h.

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Onde? Partida da loja da Brocker em Gramado (Av. das Hortensias, 1845) e da loja de Bustour em Canela ( Praça da Matriz, 69).

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Quanto? R$ 128 para adultos e R$ 98 para crianças de 4 a 10 anos. Crianças de até 3 anos não pagam. Reservas pelo site.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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