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Hotel nos Estados Unidos está à venda por R$ 57; entenda

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 Stay Inn de Colorado
Reprodução/Kevin J. Beaty/Denverite

Stay Inn de Colorado


Um hotel em Denver, nos Estados Unidos, foi colocado à venda pelo valor simbólico de US$ 10 (R$ 57 na cotação atual). No entanto, a compra só será efetivada sob uma condição específica: o novo proprietário deverá reformar o prédio e transformá-lo em moradia para pessoas em situação de rua.

Segundo a emissora Fox 31 Denver, a proposta é da Mile High City, proprietária do imóvel desde 2023. O hotel, conhecido como Stay Inn de Colorado, possui quatro andares, 96 quartos e cozinhas americanas reformadas, mas precisa de reparos estruturais, incluindo melhorias em passarelas, grades e no sistema elétrico.

O objetivo da cidade é garantir que o imóvel seja utilizado para fins habitacionais por, pelo menos, 99 anos. A administração municipal busca investidores dispostos a assumir o compromisso de adaptação do espaço, tornando-o adequado para acolher pessoas sem moradia.

Segundo relatório da Metro Denver Homelessness Initiative, a população em situação de rua na região aumentou 10% entre 2023 e 2024. Estima-se que quase dez mil pessoas vivam sem residência fixa na cidade.

A expectativa é de que um comprador seja definido até o final do ano. O processo de venda inclui acompanhamento da administração local para garantir que o novo proprietário cumpra a exigência de transformação do espaço em um abrigo permanente.

Casos semelhantes já ocorreram nos Estados Unidos, onde prédios comerciais foram convertidos em moradias populares como parte de políticas públicas para reduzir a crise habitacional. Autoridades locais esperam que essa medida ajude a amenizar o problema da falta de moradia em Denver.

O hotel continua disponível para propostas, e interessados devem apresentar planos detalhados de reforma e gestão do espaço. A cidade reforça que a venda não se trata apenas de um negócio imobiliário, mas de uma iniciativa social para beneficiar a comunidade.

Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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