Turismo
Itália: Museu do Chocolate é inaugurado em Turim
Turismo

Turim , na região do Piemonte , é conhecida como a capital do chocolate na Itália . Afinal, esteve à frente da criação de iguarias chocolatudas, como o diablottini , considerado o bombom mais antigo do mundo, desde o século XVII. Para coroar essa tradição, a cidade ganhou em junho um museu dedicado ao chocolate e à gianduia (nome dado à mistura de chocolate e creme de avelã): o Choco-Story Torino .
É a primeira unidade italiana da Choco-Story , que tem outras 12 filiais ao redor do mundo . Em Turim , o museu foi construído no piso subterrâneo da renomada doceria Pfatisch , fundada em 1915, onde há um antigo maquinário que ainda funciona, embora não seja utilizado pela loja para preparação dos doces. Nessa área, os visitantes poderão assistir o trabalho de mestres chocolateiros através de um vidro.
A exposição é composta por 700 objetos, entre xícaras e embalagens de doces que contam toda a história do chocolate, desde as primeiras versões criadas por povos originários da América Central até a chegada do cacau na Europa e a tradição de Piemonte com a receita.
A primeira chocolateria de Turim foi aberta em 1678. O consumo do cacau era limitado à bebida – a região de Piemonte é famosa pelo bicerin , bebida típica que leva café, chocolate e creme de leite –, mas os mestres chocolateiros deram novos destinos para os grãos, como as deliciosas barras que surgiram em 1778.
Há uma sala dedicada à família Savoia, que incentivou a produção de chocolates em Turim desde o século XVI. A realeza se apaixonou pelo sabor a ponto de incluir as preparações com cacau nas refeições reais. Uma delas consistia em uma taça de chocolate quente com biscoitos próprios para serem molhados na bebida.
Em outra sala, o bombom gianduiotto recebe destaque. Desde 1865, a iguaria é feita com a mistura de cacau fino e avelãs e depois embrulhada em uma folha de alumínio colorida. Sua criação foi motivada pela escassez de cacau em 1806, quando Napoleão Bonaparte barrou o comércio de produtos britânicos na Europa.
Com a falta dos grãos, os turinenses decidiram misturar avelãs na receita. A paternidade do bombom, porém, é disputada entre chocolateiros artesanais e a gigante suíça Lindt, dona do fabricante italiano Caffarel, que alega ter inventado o gianduiotto .
No fim do percurso expositivo, os visitantes podem assistir a produção do bombom e experimentá-lo. Aliás, o gianduiotto é antecessor da Nutella, que foi inventada em Turim pelo confeiteiro Pietro Ferrero – o mesmo do Ferrero Rocher –, em 1964, com base na mesma receita.
Serviço
Choco-Story Torino
Quanto? € 12 (acima de 26 anos); € 10 (entre 12 e 26 anos; acima de 65 anos); € 7 (entre 3 e 11 anos). Ingressos disponíveis no site .
Quando? Todos os dias, das 10h às 17h.
Onde? Via Paolo Sacchi 38, Turim, Itália.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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