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O que fazer se você perder seu passaporte no exterior?

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O que fazer se você perder seu passaporte no exterior?
DA REDAÇÃO

O que fazer se você perder seu passaporte no exterior?

O que devo fazer se eu perder ou se roubarem meu passaporte no exterior?

Primeiro de tudo, dirija-se imediatamente à polícia local e faça um boletim de ocorrência. Antes de viajar, fotografe o seu passaporte e envie para um endereço de email pessoal – e se possível faça a mesma coisa com o CPF, RG ou CNH válida porque a comprovação deles serão úteis para os itens que vêm a seguir.

Minha viagem terá continuidade para outros países, como obter um novo passaporte?

Acesse o site do Ministério das Relações Exteriores e localize a repartição consular brasileira no país em que você estiver. Cada repartição pode definir regras específicas, mas como regra geral você terá que preencher um novo formulário como se estivesse tirando novamente um passaporte. A etapa seguinte é marcar horário na repartição brasileira mais próxima de onde você estiver ( veja aqui a lista) e levar junto o boletim de ocorrência. Se a cidade tiver tanto embaixada quanto consulado brasileiros, caso de Buenos Aires, por exemplo, prefira o consulado. Essas representações geralmente não abrem aos fins de semana e feriados. A taxa cobrada para obter um passaporte brasileiro no exterior é o dobro da taxa para emiti-lo aqui, que é de R$ 257,25 . O passaporte novo vem zerado, ou seja, todos os vistos que você tiver no documento extraviado se perdem, o que pode atrapalhar se você pretendia continuar a viagem para outros países. O prazo para a emissão de um novo passaporte costuma variar de sete a dez dias úteis.

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E se eu não for prosseguir viagem e apenas quiser voltar para o Brasil?

O procedimento é bem mais simples nesse caso. É importante ter o boletim de ocorrência em mãos para então entrar em contato com a repartição consular brasileira no exterior e solicitar a emissão de uma Autorização de Retorno ao Brasil, conhecida como ARB . Esse documento, que tem caráter emergencial, fica pronto em até três dias úteis e permite ao seu titular apenas uma viagem direta ao Brasil. Em casos de emergência em que não seja possível acionar o consulado brasileiro do país, entre em contato com o Ministério de Relações Exteriores (MRE-Itamaraty) pelo telefone (61/98260-0610) ou email ( [email protected] ).

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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