Turismo
Japão: lugares para participar da Cerimônia do Chá
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Participar da Cerimônia do Chá, no Japão , é uma forma de se conectar com a essência da cultura ancestral japonesa. O ritual milenar simboliza harmonia, respeito, pureza e tranquilidade.
Originada no século XII, quando o monge budista Eisai introduziu o matcha no Japão , a cerimônia evoluiu ao longo dos séculos e foi formalizada pelo mestre Sen no Rikyū no século XVI. Hoje, ela representa não apenas uma prática cultural, mas uma expressão espiritual e filosófica do Japão .
O ritual meticuloso envolve a preparação e o serviço do chá em um ambiente sereno e minimalista. O anfitrião realiza movimentos precisos, desde a limpeza dos utensílios até a preparação do matcha, culminando no oferecimento do chá aos convidados.
Não é apenas sobre degustar chá, mas sim uma imersão nos valores do zen-budismo e na estética wabi-sabi, que valoriza a beleza na simplicidade e imperfeição.
Confira seis lugares em Kyoto , Nara , Kanazawa e Tóquio para conhecer a Cerimônia do Chá:
KYOTO
Camellia Tea Ceremony Kyoto
A Camellia Tea Ceremony Kyoto é uma casa de chá localizada no coração da cidade, próxima ao distrito histórico de Gion . Os visitantes têm a oportunidade de vivenciar uma autêntica cerimônia do chá japonesa em um ambiente tradicional e acolhedor.
Os participantes podem aprender sobre os rituais e a etiqueta associados à cerimônia, enquanto apreciam o sabor do matcha preparado por um mestre do chá. A experiência é conduzida por profissionais que explicam cada etapa do processo, o que a torna acessível para aqueles que não estão familiarizados com a cultura japonesa.
Templo Kodaiji
O Templo Kodaiji é um templo histórico fundado no período Momoyama, no século 17. Além de seu significado religioso e sua beleza arquitetônica, o templo oferece aos visitantes a chance de participar de uma cerimônia do chá em seus jardins.
A cerimônia realizada no Kodaiji combina a tranquilidade do ambiente com a profundidade dos rituais do chá. Os participantes podem desfrutar da bebida enquanto contemplam a paisagem tradicional e aprendem sobre os princípios do zen-budismo que influenciam a cerimônia.
NARA
Performance de Noh e Cerimônia do Chá com Refeição Japonesa
Em Nara , além da cerimônia do chá, os visitantes assistem à performance de Noh, uma forma clássica de teatro musical japonês, com máscaras expressivas e trajes elaborados. A degustação de pratos típicos complementa a experiência.

KANAZAWA
Cerimônia do Chá com Uso de Quimono
Em Kanazawa , cidade conhecida por preservar as tradições da era Edo, os visitantes podem participar de uma cerimônia do chá vestindo um quimono. Na casa de chá tradicional, os visitantes recebem instruções detalhadas sobre o ritual, a história dele e a etiqueta apropriada.

TÓQUIO
Maikoya Tokyo
A Maikoya Tokyo oferta uma experiência privada de cerimônia do chá, onde os participantes vestem quimonos e aprendem com mestres do chá sobre o significado do ritual em uma sala decorada no estilo japonês.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Kimono Tea Ceremony Maikoya Tokyo (@maikoya_tokyo)
Wabunka
A Wabunka , em Tóquio , oferece experiências de cerimônia do chá em casas históricas ou espaços com arquitetura tradicional refinada. Os visitantes podem personalizar a experiência de acordo com suas preferências, incluindo a escolha de utensílios e estilos de cerimônia.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Wabunka | Authentic Experience in Japan (@wabunka.japan)
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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