Turismo
Jericoacoara: nova taxa de entrada será implementada
Turismo

A partir de dezembro, o Parque Nacional de Jericoacoara , no Ceará , passará a ser gerido pela concessionária Urbia + Cataratas Jeri. O contrato firmado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) prevê R$ 116 milhões em investimentos na infraestrutura do parque ao longo de 30 anos de concessão.
Com a nova gestão, deve ser implementada uma cobrança de ingressos a partir do dia 20 de dezembro. O valor pode ser de no máximo R$ 50 no primeiro ano de concessão, com possibilidade de aumento gradativo a cada ano.
1º ano de concessão: R$ 50
2º ano de concessão: R$ 70
3º ano de concessão: R$ 90
4º ano de concessão: R$ 110
5º ano de concessão em diante: a partir de R$ 120, com reajustes anuais conforma a inflação.
Serão isentos de pagamento crianças de até seis anos, guias de turismo, pesquisadores, pessoas cadastradas no CadÚnico e moradores dos municípios de Camocim, Cruz e Jijoca de Jericoacoara.
A contrapartida prometida com a arrecadação da taxa de entrada é que o dinheiro seja destinado a melhorias no Parque Nacional de Jericoacoara , como reordenação de vias e acessos; instalação de Wi-Fi; construção de um centro de visitantes com estacionamento de 600 vagas; criação de banheiros, chuveiros e pontos de hidratação; reforma de pontos de informação já existentes; e outros projetos de sustentabilidade.
Visitantes continuarão pagando taxa de turismo
Atualmente, a Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara já cobra uma taxa de turismo de R$ 41,50, que dá direito à permanência no município por 10 dias. Dessa forma, no primeiro ano de concessão, os visitantes terão que desembolsar um total de R$ 91,50, somando o ingresso de R$ 50 e a taxa de turismo de R$ 41,50.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
