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Khan el-Khalili: o mercado mais antigo do Cairo

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Khan el-Khalili: o mercado mais antigo do Cairo
Rebeca de Ávila

Khan el-Khalili: o mercado mais antigo do Cairo

Para onde quer que você olhe no mercado Khan el-Khalili , no Cairo , verá exuberantes produtos coloridos esperando para serem comprados. As ruelas do grande bazar são apinhadas de lanternas, joias, roupas, tapetes, lembrancinhas, perfumes, artesanatos mil e claro, pessoas.

Apesar da muvuca e dos vendedores insistentes poderem tornar a atmosfera caótica — qualquer semelhança com a Rua 25 de Março é mera coincidência —, o Khan el-Khalili é um microcosmo do cotidiano egípcio. Ali, é o lugar perfeito para comprar produtos tradicionais, como as chilabas (típicas túnicas bordadas), as shishas (conhecidos por aqui como narguilés) e os papiros (folhas usadas para escrita no Egito Antigo).

Pessoas fazendo performances de dança e canto e vendedores com carrinhos de comida também disputam as ruas. Depois de experimentar sanduíches com peru defumado, amendoins torrados e os feijões de lupini, você pode tomar uma bebida em um dos cafés mais antigos do Cairo, o El-Fishawi (na Rua Haret Khan Al Khalili, ao lado do mercado), está aberto há mais de 200 anos.

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O mercado fica no Cairo Velho , ao sul da capital. As primeiras tendas começaram a se juntar ali no século 14 e formaram um reduto de trocas comerciais que se expandiu até formar o atual Khan el-Khalili .

Sua arquitetura labiríntica conserva a essência dessa época e parece abrir um portal no tempo. A histórica Rua El-Moez, ao lado do mercado, tem incríveis construções medievais e mesquitas que remontam a grandiosidade da cultura islâmica.

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Role o carrossel para ver algumas das lojas:

Serviço

O mercado está a 20 minutos de caminhada da estação de metrô Ataba (conexão entre as linhas 2 e 3). Quando chegar lá, não se esqueça de praticar suas habilidades de barganha!

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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