Turismo
Vila Nova de Gaia: hotéis, restaurantes e passeios
Turismo

O Rio Douro delineia a Cidade do Porto ao mesmo tempo que marca sua divisa com a charmosa Vila Nova de Gaia , que pode ser atravessada por meio da icônica Ponte D. Luís I.
Embora os vinhos sejam “do Porto”, as caves que produzem a bebida na verdade ficam em Gaia – do Cais da Ribeira , ainda em Porto , é possível ver os grandes letreiros de diferentes rótulos produzidos do outro lado do rio.
Lojas que vendem as garrafas, visitas guiadas às vinícolas e degustações são alguns dos passeios vínicos a fazer por ali. Há inclusive um parque temático do vinho na cidade, o World of Wine .
Além disso, ali estão hotéis de primeira categoria com vista para a cidade do Porto, além de restaurantes de alta gastronomia. Veja o que há de melhor para fazer em Vila Nova de Gaia :
Atrações e passeios
WOW – World of Wine
Localizado em um antigo armazém de vinhos do porto, o World of Wine se tornou um verdadeiro quarteirão cultural em Vila Nova de Gaia . O complexo reúne 7 museus, 12 bares e restaurantes, uma escola de vinho, uma fábrica de chocolates e charmosas lojas de marcas locais.
Entre os museus, o Museu do Vinho e o Museu da História do Porto são os que contam a história e importância do vinho do porto para a região de forma mais completa. Se houver mais tempo para a visita, vale a pena explorar também o Museu da Cortiça , o Museu do Vinho Rosé e o Museu do Chocolate .
A colunista Rachel Verano contou mais detalhes sobre a visita , que possui várias atividades interativas.
Caves de vinho do Porto
As tradicionalíssimas caves e vinícolas de vinho do Porto são imperdíveis quando em Vila Nova de Gaia . Uma das mais clássicas é a Taylor’s , que existe desde 1692. A visita inclui um áudio-guia bem didático, explicando a história da produção de vinhos. Outras opções são a Graham’s , a Calém , a Sandeman e a Cockburn’s .
Durante a alta temporada (de junho a setembro), vale reservar o passeio com antecedência, já que as visitas costumam esgotar durante o verão europeu.

Teleférico
Ligando a parte superior da Ponte D. Luís ao Cais de Gaia , o teleférico oferece uma vista panorâmica do Porto , Vila Nova de Gaia , Rio Douro e arredores. O passeio é bastante curto, mas rende fotos bonitas. O teleférico também é uma forma de evitar as escadarias partindo do cais de Gaia até o alto da Ponte D. Luís I , que está a 45 metros de altura – até lá, seria preciso subir mais de 200 degraus de escadaria. O teleférico funciona todos os dias, das 10h às 20h. O bilhete apenas de ida custa € 7 e o de ida e volta, € 10.
Mosteiro da Serra do Pilar
A saída do teleférico fica logo ao lado do Mosteiro da Serra do Pilar , construção de estilo renascentista que data do século XVI e reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1996. Localizado no topo da colina e de frente para a ponte, o mosteiro oferece uma das vistas mais impressionantes sobre o Rio Douro e a cidade do Porto . Infelizmente, não é possível visitar o seu interior: o local está fechado temporariamente.
Praias
Um pouco mais afastadas do circuito turístico e das caves de vinho, estão várias praias voltadas para o Oceano Atlântico. O mar é bastante agitado, mas a faixa de areia é bem ampla e extensa. Embora hajam pedras, a areia ainda predomina. Há algumas que valem a visita, entre elas a Praia de São Félix da Marinha , a Praia Miramar e a Praia da Madalena.
Outra praia que vale uma visita é a da freguesia de Gulpilhares, onde fica a famosa Capela do Senhor da Pedra , uma construção religiosa em estilo barroco erguida sobre um rochedo em cima do mar. Embora pequena – só podem entrar três pessoas por vez – a capelinha forma um cenário deslumbrante junto às rochas.

Passeio de bicicleta
Uma maneira diferente de conhecer Vila Nova de Gaia e arredores é pedalando – o passeio de bicicleta encurta o tempo entre o cais de Gaia e o oceano. O caminho de ciclovia segue por toda a margem do rio até chegar à praia da Foz do Douro , onde também há o Miradouro do Estuário do Douro , que entrega uma bela vista da paisagem entre rio e mar.
Hotéis
The Yeatman
O hotel cinco estrelas The Yeatman possui uma vista deslumbrante para a cidade do Porto e para o Rio Douro . Toda a proposta do hotel gira em torno do vinho – da decoração, passando pelo restaurante até as massagens do spa, realizadas com produtos da Caudalie, que utiliza uvas e vinhos como matéria prima.
O restaurante do hotel, o Gastronomic , ostenta nada menos que duas estrelas Michelin – o patamar mais alto entre os restaurantes em Portugal. O cardápio é de responsabilidade do chef Ricardo Costa. O restaurante também está aberto para não-hóspedes e funciona de terça-feira a sábado em três horários de serviço: 18h30, 19h30 e 20h30.
A colunista Rachel Verano se hospedou por lá e contou como foi a sua experiência em 2022 – veja aqui .
The Rebello
Bem no burburinho do Cais de Gaia, o The Rebello oferece experiência exclusiva à beira-rio, com vista incrível para o Porto. A Rachel Verano também se hospedou no lugar e narrou a hospedagem – com direito à bicicleta elétrica, lounge, spa e restaurante de primeira. Confira como foi .
Restaurantes
Mira Mira
Rua do Choupelo, 132.
De quinta a segunda-feira, das 19h às 21h.
O segundo restaurante de Ricardo Costa (o primeiro deles fica dentro do The Yeatman), o Mira Mira tem uma vibe mais despretensiosa, que se propõe como leve e divertida, mas ainda assim digna de um jantar de fine dining . Há cuidado também na seleção da carta de vinhos, que é composta apenas por produtores nacionais. São duas opções: menu degustação ou à la carte. Também há alternativa vegetariana.
Vinha
Rua Fonte da Vinha, 383.
De terça-feira a sábado, das 19h às 22h30.
O chef por trás do Vinha , que fica dentro do boutique hotel de mesmo nome, possui no currículo duas estrelas Michelin. Henrique Sá Pessoa – conhecido pelo restaurante Alma , em Lisboa – traz cozinha criativa em um ambiente intimista, com proposta à la carte e de menu degustação.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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