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Conheça o hotel de luxo de Inhotim que começa funcionar nesta sexta-feira

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O Clara Arte terá 46 bangalôs e piscinas climatizadas
Divulgação Clara Resort

O Clara Arte terá 46 bangalôs e piscinas climatizadas




O Clara Arte, resort de luxo com 46 bangalôs, que teve suas obras iniciadas há 10 anos, receberá a partir das 18 horas desta sexta-feira (20/12) os seus primeiros hóspedes. O empreendimento está localizado no interior do Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo , localizado em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte.

O resort tem piscinas climatizadas e cobertas, sauna, spa, dois restaurantes, brinquedoteca, academia e espaço para eventos. Os quartos contam com cama de casal, sofá e a prática “Copa Baby”, que inclui máquinas Dolce Gusto, micro-ondas, filtro de água, frigobar e adega. O resort não cobra pela água.

Duas suítes presidenciais

Os bangalôs têm banheiras esculpidas em pedra-sabão, além de uma varanda com lareira que permite ao hóspede uma imersão pelas obras de artes de Inhotim. O resort tem duas suítes presidenciais que dispõem de piscina e sauna.


Banheira do Clara Arte
Divulgação Clara Arte

Banheira do Clara Arte



Valor das diárias

O Clara Resort está com todos os bangalôs ocupados para quem pretende passar a virada do ano em Inhotim. Fizemos algumas simulações de preços para o mês de janeiro de 2025. As diárias por pessoa custam R$ 3.131,12. Já para o mês de fevereiro o hóspede encontra diárias a partir de R$ 2.864,25. O hóspede não precisa pagar ingresso para apreciar as obras de artes do museu.

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A diária inclui pensão completa, com 4 refeições, café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, com bebidas não alcoólicas. Quem tem restrição alimentar, entre celíacos, vegetarianos ou veganos, o resort tem opções dispostas nos buffets.

Leo Paixão

O chef Leo Paixão, conhecido por sua forte presença na cena culinária de Belo Horizonte, e dono de restaurantes premiados da cidade, tem parceria exclusiva com o Clara Resort. Em 2025 Leo Paixão expandirá sua atuação no restaurante à la carte, com menu sofisticado e imersivo. Quem irá comandar o dia a dia no resort é o chef Gabriel Sodré, que já integrou a equipe de Leo Paixão.

Inhotim é o maior museu a céu aberto do mundo
Divulgação Clara Arte

Inhotim é o maior museu a céu aberto do mundo


Sobre o museu

Cercado pela Mata Atlântica e do Cerrado, o Inhotim tem 140 hectares que mesclam arte e natureza. O museu cerca de 1.862 obras de mais de 280 artistas, de 43 países, compõem o acervo e são exibidas ao ar livre e em galerias. O Jardim Botânico de Inhotim tem de 4,3 mil espécies botânicas raras, vindas de todos as partes do mundo.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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