Search
Close this search box.

Turismo

Pirangi do Norte: como é a visita ao maior cajueiro do mundo, perto de Natal (RN)

Publicados

Turismo

Pirangi do Norte: como é a visita ao maior cajueiro do mundo, perto de Natal (RN)
Maurício Brum

Pirangi do Norte: como é a visita ao maior cajueiro do mundo, perto de Natal (RN)

À primeira vista, o que se diz do Cajueiro de Pirangi parece uma afirmação absurda: uma única árvore ocupando uma área equivalente a um quarteirão inteiro. Mas é isso mesmo: o Maior Cajueiro do Mundo , que hoje tem um tamanho estimado em cerca de 9 mil metros quadrados, faz jus ao título e tem até teste de DNA para comprovar que os galhos mais distantes pertencem ao mesmo espécime individual onde tudo se originou, há quase 140 anos.

A famosa árvore potiguar é uma atração por si mesma e fica na praia de Pirangi do Norte, em Parnamirim, município vizinho à capital Natal. Localizado diante de piscinas naturais que podem complementar um dia de passeio, o cajueiro recebe mais de 300 mil visitantes todos os anos, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), que administra o parque.

Por que o cajueiro cresceu tanto?

O que rendeu ao Cajueiro de Pirangi seu tamanho incomparável com outras árvores do tipo foi uma anomalia genética propícia à expansão descontrolada: seus galhos crescem para os lados e não atrofiam ao tocar no solo quando envergam pelo próprio peso – em vez disso, formam raízes, atuando como um novo ponto de crescimento para a árvore.

Leia Também:  Nova rota de trem conecta Miami e Chicago
maior-cajueiro-do-mundo-pirangi-galhos-raizes
Capacidade dos galhos de formar raízes foi essencial para o cajueiro adquirir as dimensões que tem hoje Mica Carboni/CC-BY-SA-4.0/Wikimedia Commons

A tradição oral em Parnamirim diz que o cajueiro foi plantado em 1888 pelo pescador Luiz Inácio de Oliveira, que vivia no local – e morreu nonagenário, sob a árvore, sem desconfiar o quanto ela ainda cresceria. Essa não é a única versão: outras hipóteses atribuem o plantio a figurões da política potiguar no século 19 que mandavam no pedaço, ou mesmo a uma simples ação da natureza, com a árvore começando a se desenvolver por conta própria após uma semente germinar por ali.

Independentemente da origem, certo é que a árvore mais que centenária – que produz cerca de 2,5 toneladas de caju por ano – continua a fascinar os moradores e turistas que dão uma esticada para esse famoso programa nos arredores de Natal.

Continua após a publicidade

Como visitar o Maior Cajueiro do Mundo?

O Cajueiro de Pirangi fica a apenas 15 km da Ponta Negra, a praia mais famosa da cidade . É possível fazer o trajeto inteiro pela RN-063 que, ao entrar na região de Pirangi do Norte, ganha o nome de Avenida São Sebastião.

Leia Também:  Tristão da Cunha é o ponto habitado mais remoto do mundo

Dá para chegar lá de carro ou em algum dos vários tours que buscam os visitantes no local onde estão hospedados e levam ao cajueiro. É comum que os pacotes turísticos ofereçam a opção de mergulhar nas piscinas naturais de Pirangi, um passeio adquirido à parte, mas que é feito no mesmo dia da visita à árvore.

O cajueiro recebe visitantes todos os dias da semana, das 7h30 às 17h, e a entrada custa R$ 8 (com meia-entrada para crianças, estudantes, professores e idosos). É possível circular entre os galhos do cajueiro, através de passarelas construídas para isso, com o devido cuidado para não subir ou se apoiar na árvore. Mais informações na página do Idema .

Leia tudo sobre Natal

Reserve hospedagem em Natal

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

Publicados

em

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

Leia Também:  Saiba o que é uma companhia aérea low cost e os destinos internacionais a partir do Brasil

Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

Leia Também:  Bar em São Paulo é o único brasileiro entre os 50 melhores do mundo

Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA