Search
Close this search box.

Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

Publicados

Curiosidades

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

Leia Também:  Orient Express: histórica linha Paris-Istambul ganha revival caríssimo

Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

Leia Também:  Jericoacoara: nova taxa de entrada será implementada

Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cidades

Prefeitura de Rondonópolis avalia demolir ponte recém-construída sobre o córrego Lajeadinho após identificação de falhas graves

Publicados

em

A Prefeitura de Rondonópolis estuda a possibilidade de demolir a ponte sobre o córrego Lajeadinho, localizada na Avenida Bandeirantes, no bairro Padre Rodolfo, de acordo com a atual gestão, a identificação de problemas estruturais graves na construção. E que “A situação preocupa autoridades e moradores da região,” uma vez que o investimento foi superior a R$ 3 milhões e pode ser perdido caso a estrutura precise ser reconstruída do zero. 

Segundo o poder público municipal, a ponte apresentou defeitos que podem comprometer a segurança, motivando um relatório técnico do Ministério Público de Mato Grosso ainda no fim de 2025, que havia recomendado reparos urgentes para evitar a deterioração da obra. A prefeitura também realizou auditorias internas que apontaram a necessidade de reforços na estrutura, colocando em dúvida a viabilidade de uma simples reforma. 

A obra de prolongamento da Avenida Bandeirantes, incluindo a ponte, foi executada durante a gestão anterior e já havia despertado preocupações da fiscalização técnica antes mesmo de sua conclusão, com questionamentos sobre erro no projeto e execução. Agora, a atual administração municipal aguarda um projeto técnico que definirá se a reforma é possível ou se a demolição e reconstrução completa será a melhor opção do ponto de vista econômico e de segurança pública. 

Leia Também:  Zaandam: a cidade que parece feita de LEGO a um pulo de Amsterdã

Especialistas ouvidos por órgãos de imprensa também lembram que obras públicas que apresentam falhas estruturais pouco tempo após a entrega costumam exigir um rigoroso processo de análise para evitar riscos à população, reforçando a importância da definição técnica antes de qualquer decisão final. 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA