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Liverpool: 7 dicas para além dos Beatles

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Liverpool: 7 dicas para além dos Beatles
Maurício Brum

Liverpool: 7 dicas para além dos Beatles

Falar em Liverpool é falar nos Beatles: a cidade portuária na Inglaterra, berço do quarteto mais conhecido da música, guarda ainda hoje em suas atrações turísticas a memória da banda.

Mas se engana quem pensa que a cidade se resume a eles. O centro é efervescente em eventos, bares e restaurantes. Museus, galerias e centros culturais também oferecem atrações para diferentes gostos e roteiros. Confira a seguir 7 dicas menos óbvias para conhecer Liverpool.

1. Conheça a história no Museu de Liverpool

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Museu de Liverpool fica em frente ao mar Guillaume Baviere/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Logo no píer fica o Museum of Liverpool , que conta a história da cidade. Há coleções de objetos relacionados aos Beatles, é claro, mas também estão expostas coleções arqueológicas regionais e obras que refletem as transformações sociais da população da cidade. Também há um café no local. O horário de funcionamento vai das 10h às 17h, de terça-feira a domingo. Entrada gratuita.

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2. Coma um petisco no Baltic Market

Primeiro mercado de comida de rua da cidade, o Baltic Market reúne vendedores independentes com diferentes inspirações culinárias. Os expositores mudam frequentemente e, aos sábados, há música ao vivo. Aos domingos, as opções culinárias são incrementadas com bancas de artesanato.

3. Aproveite um dia no Sefton Park

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Uma publicação compartilhada por Sefton Park Palm House (@seftonparkpalmhouse)

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O parque público de mais de 80 hectares é destino certo para aproveitar uma tarde em meio à natureza. Dá para conhecer o lago e o café do parque, e tirar fotos das estátuas de Eros e Peter Pan que ficam por ali. A Palm House , no centro do parque, é uma estufa que contém uma variedade de plantas tropicais.

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4. Faça uma viagem de balsa no rio Mersey

Para ver a cidade de longe e ter uma bela vista do horizonte, a dica é embarcar em uma viagem na balsa, que parte do terminal Gerry Marsden ou do Píer de Liverpool. O tour dura 50 minutos e custa 12,75 libras por adulto.

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5. Conheça a catedral de Liverpool

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Com 100 metros de altura e quase 200 de comprimento, catedral anglicana de Liverpool domina a paisagem da cidade MarcFrasere1958/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

Uma das maiores igrejas do mundo, a catedral de Liverpool começou a ser construída em 1904 e sobreviveu a duas guerras mundiais – parte da estrutura foi danificada durante a Segunda Guerra, com novas reformas e ampliações ocorrendo até os anos 1970. A catedral dispõe de um acervo de arte e, com uma torre de 100 metros de altura, oferece uma vista panorâmica – a entrada custa 7 libras e há pacotes por 20 libras (com acesso para 2 adultos e 3 crianças incluído no valor).

6. Encontre locações de filmes e séries

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Com seus prédios e armazéns antigos, Stanley Dock é uma das locações mais utilizadas na teledramaturgia, como no filme ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’ e a série ‘Peaky Blinders’ wfmillar/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons

Liverpool pode ser uma atração para fãs de séries e filmes . Diversas obras do audiovisual utilizaram a cidade como cenário: Batman (2022) tem cenas no St George’s Hall; Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) foi gravado na Stanley Dock. Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1 (2010) também foi gravado em Liverpool. As séries Peaky Blinders e The Crown também tiveram cenas rodadas na cidade.

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7. Curta uma noite de música na cidade

A Orquestra Filarmônica Real de Liverpool foi fundada em 1840 e, indo além dos Beatles, um roteiro na cidade pode incluir uma noite de música clássica. Os ingressos para as apresentações ficam por cerca de 20 libras. Mas se sua definição de noite musical for outra, uma dica é a casa de festas Shit Indie Disco , que mistura sons da cena alternativa inglesa.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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