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Londres: 3 lugares para vivenciar o chá da tarde britânico

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Londres: 3 lugares para vivenciar o chá da tarde britânico
DA REDAÇÃO

Londres: 3 lugares para vivenciar o chá da tarde britânico

O chá é a bebida mais consumida no mundo depois da água, além de ser uma bebida essencial em muitas culturas. A tradição do chá da tarde tem suas raízes na corte britânica. De acordo com o Museu Britânico, a tradição britânica de tomar o chá da tarde remonta a 1840 e é creditada à duquesa de Bedford, Anna Maria Russell.

Devido à crescente urbanização e ao aumento da industrialização da sociedade londrina, a hora do jantar foi ficando cada vez mais tarde e as classes nobres jantavam por volta das 21h – muito tarde considerando que o almoço era feito ao meio-dia.

Uma das damas de companhia da rainha Vitória, Anna Maria Russell ficava com fome por volta das 17h e ficava desanimada durante o intervalo entre o almoço e o jantar. Um belo dia ela resolveu pedir um pouco de chá, pão com manteiga e bolo para ser levado ao seu quarto no final da tarde. Com esse mero pedido nasceu o ritual do chá da tarde, e o costume logo se espalhou pela Grã-Bretanha.

Atualmente, alguns dos melhores chás da tarde da capital inglesa são servidos em hotéis de luxo. Confira três opções a seguir:

Grill Room no Hotel Café Royal

No Hotel Café Royal , localizado na icônica Regent Street , hóspedes e não hóspedes podem desfrutar de uma experiência de chá da tarde opulenta no glamuroso Grill Room – um dos favoritos de Oscar Wilde, com espelhos e detalhes dourados decorando o ambiente. O menu é assinado pelo chef confeiteiro Maxence Blondelle e inclui uma seleção de deliciosos petiscos, doces suntuosos, champanhe e chás. Há ainda um pianista ao vivo, acrescentando um charme extra a um dos chás da tarde premiados de Londres . Custa £ 85.

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Gastsby’s Room no The Beaumont

Localizado no exclusivo bairro de Mayfair , The Beaumont incorpora o espírito dos grandes hotéis de Londres e Nova York dos anos 1920, mas em uma escala íntima. Projetado no estilo art déco e situado em uma praça tranquila, o hotel de luxo tem serviço atencioso e acomodações lindamente decoradas. Prestando homenagem à herança transatlântica do Beaumont , o chá da tarde é servido no Gatsby’s Room , um espaço descontraído e íntimo inspirado nas origens de 1926 do edifício. O menu respeita as melhores tradições inglesas, com um leve sotaque americano: há uma seleção de sanduíches e uma variedade de scones e doces, acompanhados de uma ampla seleção de chás nobres da marca JING. Custa £ 70.

Drawing Room no Brown’s Hotel, Rocco Forte Hotels

Inaugurado em 1832 como o primeiro hotel de Londres , o Brown’s Hotel , do grupo Rocco Forte, é repleto de história. O hotel de luxo serve o tradicional chá da tarde há mais de um século no icônico British Drawing Room , onde a própria Rainha Vitória costumava tomar o seu chá da tarde. De lá para cá, o British Drawing Room acabou ganhando um novo visual com o acréscimo de um papel de parede artesanal, criado exclusivamente para o hotel pelo renomado artista britânico Adam Ellis. O papel de parede retrata a Londres do século XIX, mas com o rio Tâmisa correndo ao lado de criaturas mitológicas e pássaros. O menu de Chá da Tarde Tradicional apresenta clássicos britânicos, como sanduíches com salmão defumado e pepino, scones com geleia de morango e clotted creme, acompanhados por uma seleção de chás e infusões de ervas. Custa £ 65.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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