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Minas Gerais: aventura no Circuito Turístico das Grutas

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Minas Gerais: aventura no Circuito Turístico das Grutas
Maurício Brum

Minas Gerais: aventura no Circuito Turístico das Grutas

Além da história guardada em construções coloniais, Minas Gerais preserva milhares de anos de um legado arquitetônico feito pela própria natureza em suas grutas e cavernas.

O Circuito Turístico das Grutas é integrado por 15 municípios do estado mineiro e inclui no roteiro três grutas com áreas que podem ser percorridas por viajantes comuns e por quem busca escalada, rapel e outros esportes.

Juntas, as grutas formam a chamada Rota Peter Lund – em homenagem ao naturalista dinamarquês que percorreu cavernas no entorno de Lagoa Santa, município que fica a 35 km ao norte de Belo Horizonte. Décadas depois, foi na região explorada por Lund que arqueólogos encontraram o crânio de Luzia – tido como o mais antigo já encontrado na América do Sul e que foi salvo do fogo no incêndio do Museu Nacional, em 2018.

Nas grutas e espaços de preservação, é possível conhecer parte da história natural do país e, de quebra, ainda se deparar com exemplares da flora e fauna de Minas Gerais.

Gruta de Maquiné

Considerada uma das cavernas mais bonitas do estado, a Gruta de Maquiné fica no município de Cordisburgo. São 120 km da capital Belo Horizonte até a cidade.

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Estalactites na Gruta de Maquiné Thiago Tiganá/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

Ao todo, são sete salões de cavernas, e os visitantes podem conhecer uma gruta de 400 metros de extensão com esculturas naturais – estalactites – formadas no teto ao longo de milhares de anos. O passeio é acompanhado por guias e a visita dura cerca de uma hora.

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No local, há estacionamento para ônibus e automóveis, lanchonete e lojas de souvenires. A gruta abre diariamente das 8h30 às 17h. A última saída do grupo guiado ocorre às 16h.

O valor de entrada é R$ 25 e o ingresso pode ser comprado com antecedência no site da atração . O passeio não é recomendado para pessoas com dificuldade de locomoção.

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Gruta da Lapinha

Na cidade de Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha oferece aos visitantes um passeio por galerias subterrâneas marcadas pela passagem de um rio. As formações rochosas foram moldadas pela erosão de correntes de água da bacia do Rio das Velhas e pelos trânsitos de ar.

É possível percorrer 12 salões interligados por escadas. São 40 metros de profundidade e 511 metros de extensão – mas apenas 300 metros de grutas estão abertos à visitação.

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Área externa da Gruta da Lapinha Paulo JC Nogueira/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

A Gruta da Lapinha fica no Parque do Sumidouro, uma Unidade de Conservação a 50 km de Belo Horizonte. No local, também é possível praticar trekking, escalada, rapel e cicloturismo.

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O ingresso para entrada no Parque custa R$ 25 e inclui entrada para a gruta e para o Museu Peter Lund, que conta a história do dinamarquês que explorou as cavernas da região já no século 19. Há exposições com fósseis descobertos por ele.

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Erosão no teto da gruta João Paulo Scavone/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons

A Casa Fernão Dias também fica no Parque, mas está temporariamente fechada para visitas. Opções de trilhas disponíveis no espaço incluem visitas a mirantes e caminhadas acompanhadas por guia – é possível visitar outra caverna, a Gruta da Macumba, em um desses roteiros.

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Um restaurante no Parque oferece alimentação para completar o passeio. Há valores adicionais para prática de esportes e trilhas.

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O Parque fica aberto das 8h30 às 17h diariamente. Os ingressos podem ser comprados online .

Gruta Rei do Mato

A Gruta Rei do Mato, na cidade de Sete Lagoas, é considerada uma das mais bonitas do país e é uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais. Lá, é possível ver estalagmites (formações rochosas no chão da caverna), estalactites (no teto da gruta), cascatas e cortinas de pedra.

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Estalactites e estalagmites são profusas na gruta Ecosoul Ambiental/Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato/Reprodução

Chamada de Grutinha, uma caverna ao lado da Gruta Rei do Mato guarda pinturas rupestres com cerca de seis mil anos, feitas com sangue e gorduras vegetais.

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Os 220 metros abertos à visitação da Gruta Rei do Mato podem ser percorridos por meio de passarelas, e no local também há uma galeria com exposição de pinturas rupestres.

Visitantes podem entrar no parque diariamente, das 8h30 às 17h, por ingressos a R$ 25 .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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