Turismo
Passarela do Caranguejo é point gastronômico de Aracaju
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Por um capricho geográfico, a capital sergipana floresceu cercada pelo mar, o rio Sergipe e extensos manguezais, o que levou a economia e a culinária local a valorizar um crustáceo que é abundante por lá: o caranguejo. A importância do bichinho é tamanha que rendeu o batismo do principal polo de vida noturna e gastronomia da cidade, a Passarela do Caranguejo.
A extensão da passarela, na orla do Atalaia, conta com diversos tipos de restaurantes e bares, desde culinária sergipana até botecos que tocam forró madrugada adentro.
Para homenagear o mascote da cidade e servir de referência para encontrar a passarela, foi instalada a escultura de um caranguejo de dimensões colossais, com 7m de largura e 2,3m de altura feita pelo artesão sergipano Ary Marques Tavares. Tão difícil quanto não notar o bichão é passar sem tirar uma foto.
Onde comer e beber na Passarela do Caranguejo
O corredor gastronômico mais famoso de Sergipe conta com mais de 50 estabelecimentos, entre bares e restaurantes, que protagonizam a vida noturna da cidade.
Se você está mirando numa saída mais familiar e quer uma refeição com mais elementos da culinária sergipana, uma ótima opção é o Pitú com Pirão da Eliane . O local está em atividade há décadas, oferece um ambiente aconchegante e com comida muito saborosa, o que inclui, obviamente, o caldo de pitu com leite de coco natural.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Pitu Com Pirão Da Eliane (@pitucompiraodaeliane_)
Outra boa pedida de comida típica é o Rei da Sopa , onde é servido um elogiado creme de charque e macaxeira (conhecido como aipim ou mandioca no resto do Brasil). Apesar do nome, o local também tem outros pratos que não envolvem caldos.
A Passarela do Caranguejo é o ponto mais movimentado de Aracaju durante o Réveillon e o Carnaval, então a área também conta com locais que misturam comida com música e dança. A Casa de Forró e Restaurante Cariri é o melhor exemplo disso, com um ambiente acolhedor, colorido e decorado com elementos regionais, além de um forrozinho tocando para quem visita à noite. Entre os pratos mais famosos, a dica é a moqueca de camarão.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Cariri Restaurante & Casa de Forró (@caririsergipe)
Mas nem só de caranguejo e frutos do mar vive a passarela. Em praticamente todas as casas é possível encontrar o infalível franguinho com purê de batatas e opções vegetarianas. Um pouco mais para o norte da orla você encontra a churrascaria Sal e Brasa .
Por mais que o foco da movimentação seja a noite, a Passarela do Caranguejo fica ao lado de quadras esportivas públicas e também da praia de Atalaia, com diversas opções de lazer que vão além da gastronomia.
A área da Praia da Atalaia tem diversos hotéis localizados mais ao norte da orla. Se você está viajando e se hospedou por lá, basta ir até a orla e caminhar até se deparar com a inconfundível escultura do Caranguejo gigante feita por Ary Tavares, que ao fundo encontrará o corredor gastronômico da Passarela do Caranguejo, com os restaurantes se espalhando ao longo da Avenida Santos Dumont.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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