Turismo
Natal: alargamento de Ponta Negra vai facilitar ida ao Morro do Careca
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Cartão postal por excelência de Natal, a praia de Ponta Negra não estaria completa sem a elevação que também marca o final da faixa de areia: o Morro do Careca , uma duna de mais de 100 metros de altura que é o grande símbolo da capital potiguar.
Em 2024, Ponta Negra está mudando: após muito debate entre políticos, empresários e a comunidade local, a estreita faixa de areia está passando por um alargamento, o que deverá facilitar mais os passeios até a famosa elevação, que nunca deixou de atrair turistas mesmo depois de ter as subidas interditadas a visitantes.
Fechado há quase 30 anos, morro ainda é um marco natalense
No passado, o Morro do Careca era mais do que um lugar famoso para fotos: era possível subir nele e os mais ousados até aproveitavam para descer na encosta da duna, praticando “esquibunda”. Tantas atividades, porém, ameaçavam a sobrevivência do próprio lugar, que estava passando por uma erosão acelerada – com isso, desde 1997 a subida ao topo é proibida. Segue sendo possível caminhar pela extensão da praia ou pelo calçadão (quando a maré está alta) até a base do morro, onde uma cerca impede o acesso.
Também não é possível frequentar as belíssimas praias na encosta oposta do Morro do Careca, uma zona preservada que é mantida como área militar. O local é a sede do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, base para os foguetes da Força Aérea Brasileira, que tecnicamente já fica no município vizinho de Parnamirim.

Mas, apesar de todas as restrições do acesso, o Careca continua sendo uma moldura famosa nas visitas à praia urbana mais visitada de Natal, muito procurada por suas inúmeras as opções de hospedagem e gastronomia.
A região badalada de Ponta Negra também tem alternativas diversas para apreciar pratos típicos com a grande iguaria do estado, os camarões , como as filiais do Camarões Potiguar ou o famoso rodízio da Barraca do Caranguejo , em frente ao mar.
Alargamento da faixa de areia
Desde o final de agosto, a praia de Ponta Negra está passando por um processo de alargamento da sua faixa de areia, uma demanda antiga de empresários da região. Além de dar mais chance para os banhistas curtirem a praia – em dias de maré alta, em alguns setores as águas cobrem inteiramente a estreita faixa de areia que existe hoje -, a obra de R$ 73 milhões promete retardar o processo de erosão natural do próprio Morro do Careca, que em anos recentes vinha colocando os visitantes em risco.
Ao todo, os 4 km da faixa costeira passarão por um alargamento que, segundo a prefeitura, deixará a praia com extensão de até 100 metros com a maré baixa , ou 50 nos momentos mais cheios. A previsão é de que o alargamento seja concluído em 90 dias, com a reabertura total das praias em dezembro de 2024. Vale ficar atento: até lá, diferentes trechos de Ponta Negra podem estar temporariamente interditados para os trabalhos, inclusive nas proximidades do Careca.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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