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Oktoberfest no Brasil: conheça as principais festas pelo país

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Oktoberfest no Brasil: conheça as principais festas pelo país
Bárbara Ligero

Oktoberfest no Brasil: conheça as principais festas pelo país

A Oktoberfest nasceu em Munique . Mas caso a Alemanha não esteja nos seus planos, saiba que é possível ter um gostinho da celebração centenária sem sair do Brasil.

A Oktoberfest de Blumenau , em Santa Catarina , é considerada a maior das Américas e sua 39ª edição acontecerá entre os dias 9 e 27 de outubro, no Parque Vila Germânica .

Os ingressos começaram a ser vendidos em junho, e algumas datas têm entrada gratuita, como na abertura, no encerramento e nas segundas e terças-feiras. Nos outros dias, os valores variam: R$ 22 nas quartas, quintas e domingos; R$ 60 nas sextas; e R$ 50 aos sábados.

O evento vai além dos pavilhões. Os tradicionais desfiles na Rua XV de Novembro levam a festa para as ruas, com música, dança e muita cerveja. Saiba mais sobre a Oktoberfest de Blumenau aqui.

O evento também é bem grande, ainda que menos autêntico, em São Paulo , onde a Oktoberfest será celebrada nos dias 10 a 13 e 17 a 20 de outubro, no Parque Villa-Lobos . Shows de Marcelo Falcão, Pitty, CPM 22, Maneva, Péricles e Fundo de Quintal estão confirmados para o evento.

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Já em Curitiba , a festa acontece no Centro de Exposições do Parque Barigui , de 18 a 20 de outubro, com danças e competições típicas – como a de cortar madeira com serrote.

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No Rio Grande do Sul , estado por onde a imigração alemã começou em 1824, o evento é tradicional em vários municípios.

Em Santa Cruz do Sul , a festa acontece nos dias 10 a 13, 17 a 20 e 24 a 27 de outubro. As atrações incluem Alok, Luan Santana e Bruno & Marrone.

Reconhecida como patrimônio cultural do Estado gaúcho, a Oktoberfest de Igrejinha chega à sua 35ª edição entre 11 e 20 de outubro, no Parque de Eventos Almiro Grings, e contará com shows de Ana Castela e Thiaguinho. O evento também celebrará o Bicentenário da Imigração Alemã no Brasil e os 60 anos do município.

De 10 a 20 de outubro, Santa Rosa sedia a 25ª edição de sua Oktoberfest. A festividade traz apresentações de grupos folclóricos, chope, bailes ao som de bandas tradicionalistas e um café colonial servido todos os dias.

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Já a Südoktoberfest, em São Lourenço do Sul , promete animar o público de 4 a 13 de outubro, com a tentativa de realizar a maior polonaise — tradicional dança alemã — do mundo.

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E em Cerro Largo , a 28ª edição da comemoração acontecerá entre os dias 9 a 13 de outubro. A programação inclui parque de diversões e bandas típicas.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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