Turismo
Ônibus panorâmico faz passeio por pontos históricos do samba carioca
Turismo

Além da Pedra do Sal , considerada o marco zero do nascimento do samba, o Rio de Janeiro tem outros endereços que contam a história do ritmo. A operadora Rio Samba Bus em parceria com o Museu do Samba lançou um passeio de 4h30 que percorre um roteiro sobre as raízes do gênero musical.
Em um ônibus panorâmico sem teto e janelas, o Tour do Samba sai da orla de Copacabana em direção ao Museu do Samba , na Mangueira, embalando os passageiros com hits do samba. O trajeto tem duas paradas que ajudam a entender a cultura afro-brasileira: o Cais do Valongo , na Zona Portuária, e o Sambódromo , palco dos desfiles das escolas de samba .
No Museu do Samba , os passageiros visitam as exposições interativas sobre a história do gênero e suas grandes personalidades, assistem a uma apresentação de ritmistas e passistas e fecham o passeio saboreando um prato de feijoada.
Estão inclusos no ingresso guia, serviço de bar (uma cerveja ou um drink), visita às exposições do Museu do Samba (Samba Patrimônio, Aos Heróis da Liberdade, A Força Feminina do Samba, Simplesmente Cartola e Dona Zica da Mangueira, Do Rio e do Brasil), apresentação de ritmistas da escola de samba e almoço com feijoada.
Serviço
Tour do Samba
Quando? Aos sábados a cada 15 dias e, a partir de dezembro, a cada semana. Próxima saída: 19 de outubro, às 10h30.
Quanto? R$ 190,00. Ingressos disponíveis no site .
Onde? Ponto de embarque no Shopping Cassino Atlântico – Rua Francisco Otaviano s/n, Copacabana.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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