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Festa de São Martinho celebra cultura portuguesa em São Roque (SP)

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Festa de São Martinho celebra cultura portuguesa em São Roque (SP)
DA REDAÇÃO

Festa de São Martinho celebra cultura portuguesa em São Roque (SP)

A Quinta do Olivardo , em São Roque , interior de São Paulo , realiza no dia 9 de novembro, das 11h às 16h, a 12ª edição da Festa de São Martinho . A programação inclui degustação do vinho produzido a partir da colheita de uvas realizada no início do ano. Também é possível participar de uma oficina prática, que permite engarrafar e personalizar o rótulo do vinho.

A programação gastronômica, por sua vez, tem rodízio com pratos variados. O cardápio inclui Pão Português, Bolo do Caco, Patê de Bacalhau, Salada de Batata com Bacalhau, Caldo Verde, Bolinho de Bacalhau, Alheira, Bacalhau Espiritual, Bacalhau à Lagareiro, Espetada Madeirense, Parmegiana à Moda da Quinta e Sardinha Portuguesa na Brasa. Entre as sobremesas, Pastel de Belém, Rabanada e Pastel de Coimbra.

Os ingressos, vendidos a R$ 249 por pessoa, incluem almoço completo, show ao vivo, caneca personalizada, castanhas assadas, sardinha na brasa e consumo liberado de vinho e suco de uva durante todo o evento. Crianças de 6 a 10 anos pagam meia entrada, no valor de R$ 125.

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A Quinta do Olivardo está localizada na Rota do Vinho de São Roque , que concentra vinícolas e restaurantes .

Serviço

Festa de São Martinho
Quando? 9 de novembro, das 11h às 16h
Onde? Q uinta do Olivardo – Estrada do Vinho Km 4 – São Roque, SP.
Quanto? R$ 249 por pessoa. Crianças de 6 a 10 anos pagam R$ 125. Mais informações no site.

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Veja o que fazer em São Roque

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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