Turismo
Genipabu: como é o passeio pelas dunas, lagoas e praias saindo de Natal
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Com ou sem emoção? A pergunta típica dos bugueiros que levam à Praia de Genipabu , no Rio Grande do Norte , resume bem as possibilidades de passeios no local. Deixamos aqui um alerta: peça “sem” porque afinal o buggy é um veículo aberto e a segurança não condiz com radicalidade das manobras.
Situado no município de Extremoz, a 20km da capital Natal , o Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu compõe uma área de preservação ambiental com um complexo de dunas cercado por lagoas e praias.
Além dos tradicionais passeios de bugue, não faltam opções de atividades para todos os gostos, tanto para quem quer relaxar quanto para quem busca aventuras. O local já serviu de locação para telenovelas como O Clone e Tieta do Agreste, com elevações de areia tão altas que até lembram um deserto – embora fiquem bem perto do mar.
Como chegar à Praia de Genipabu
O ponto de partida para ir a Genipabu é a capital do Rio Grande do Norte , Natal . Além de guardar o aeroporto mais próximo, a cidade é o ponto de onde saem as principais rotas até ao município vizinho.
De carro, a distância é de aproximadamente 30km a partir da Praia de Ponta Negra , seguindo pela Via Costeira. Também é possível ir de ônibus municipal, embarcando na linha 163 no Natal Shopping ou na Rodoviária de Natal.
Mas o mais comum entre os visitantes é contratar um passeio de bugue, que costuma fazer o trajeto passando por algumas praias e locais de interesse antes de chegar em Genipabu .
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Como é o passeio para Genipabu
Em geral, o bugueiro passa para pegar os turistas nos hotéis por volta das 9h para um passeio que pode incluir até nove praias, quatro parques de dunas e três lagoas – tudo depende do roteiro escolhido.
A primeira parada pode ser no Aquário Natal . Em seguida, o bugue sobe as dunas – lá do alto você observa o visual da Lagoa de Genipabu , a Praia de Genipabu e, se quiser, faz um passeio de dromedário. A aventura pode continuar na Lagoa de Pitangui, onde dá para tomar banho, descansar em redes montadas dentro da água e brincar com caiaques e pedalinhos.
Dali, vale optar por seguir ao parque das dunas móveis. O desvio torna o roteiro mais caro e longo, mas a paisagem compensa. O percurso é feito pelas dunas e o bugue desliza “com ou sem emoção”, de acordo com a vontade dos passageiros.
O sobe e desce pelas areias segue até a última atração, a Lagoa de Jucumã. Ali, a diversão é escorregar e cair direto na água de três maneiras divertidas e pagas à parte: esquibunda (você desce sentado em prancha de madeira), aerobunda (tirolesa), e kamikaze (tobogã de lona em que a descida é feita sobre prancha de bodyboarding).
Geralmente, o passeio termina com almoço, pago à parte, em um dos restaurantes da Praia de Muriú . A chegada a Natal pode ocorrer por volta das 16h.
+ A Civitatis tem passeio para Genipabu saindo de Natal
Qual a melhor época para visitar Genipabu
Embora faça calor durante todo o ano, o período de abril a julho costuma ser o mais chuvoso no Rio Grande do Norte . Por isso, a alta temporada costuma se estender entre agosto e fevereiro, quando, além das temperaturas aumentarem gradualmente, o clima permanece firme. No auge do calor, entre dezembro e janeiro, é quando as praias da região ficam mais cheias e os preços, mais salgados.

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Outras dicas antes de ir
Se você tem a intenção de entrar na água durante o passeio, leve peças de roupa extras para circular no interior dos restaurantes. Não esqueça de levar ainda protetor solar e água para se hidratar ao longo do dia. Nem todos os comerciantes trabalham com cartões: considere levar uma quantia de dinheiro em espécie. Por fim, antes de contratar um bugueiro, verifique as credenciais que certificam que o profissional está habilitado a trabalhar nas dunas.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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