Turismo
Os tradicionais eventos de fim de ano em Nova York
Turismo

Nova York já está em clima de fim de ano. Com a expectativa de receber cerca de 7,5 milhões de visitantes até o final de 2024, a Big Apple tem uma agenda recheada de eventos tradicionais entre novembro e dezembro. Confira:
Macy’s Thanksgiving Day Parade
28 de novembro
O primeiro grande evento de fim de ano em Nova York é a parada do Dia de Ação de Graças organizada pela loja de departamento Macy’s . A 98º edição do desfile terá início na West 77th Street e Central Park West, terminando em frente à loja principal da Macy’s , na Herald Square.
A parada é conhecida pelos gigantescos balões de gás, muitas vezes figurando personagens da cultura pop – Mickey, Pikachu e mesmo o palhaço Ronald McDonald já voaram sobre os carros alegóricos da festa. Celebridades e outras personalidades também costumam fazer participações no desfile.

Rockefeller Center Christmas Tree Lighting Ceremony
4 de dezembro
Há mais de 80 anos, a árvore de Natal do Rockefeller Center tem sido uma tradição natalina por excelência em Nova York , iluminando a Rockefeller Plaza durante a época festiva. A cerimônia que revela a árvore iluminada acontecerá em 4 de dezembro, com performances de artistas que serão anunciados em breve. Vale lembrar que a também icônica pista de patinação no gelo do complexo está aberta desde o dia 12 de outubro e funcionará até o começo de 2025.

Iluminação dos maiores menorás no Brooklyn e em Manhattan
De 25 de dezembro a 2 de janeiro
A partir do dia 25 de dezembro, a Grand Army Plaza, no Brooklyn , e a região de Manhattan celebrarão a festa judaica do Hanukkah acendendo as maiores menorás (candelabro sagrado, usado nos serviços religiosos judaicos) todas as noites até o dia 2 de janeiro. Além dos candelabros acesos, haverá ainda música ao vivo, latkes quentes e presentes para as crianças.

Descida da bola na Times Square na virada do ano
Em 31 de dezembro
A Times Square New Year’s Eve Ball brilha na Times Square durante todo o ano, mas assistir à sua descida na véspera de ano novo é a forma de Nova York celebrar o Réveillon. Uma programação de shows antecede a descida da bola e confetes são lançados à meia-noite.

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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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