Turismo
Os almoços expressos mais saborosos de São Paulo
Turismo
No rico cenário gastronômico da capital paulista, agenda apertada não é desculpa para pular refeição ou enganar a fome com um simples salgadinho. Há boas opções de lugares onde é possível se deliciar com um almoço caprichado e nutritivo mesmo para quem tem as horas contadas.
Para quem duvida, é possível provar! Basta conferir o que esses estabelecimentos oferecem: Conceição Discos & Comes , Cuscuz da Irina , Futuro Refeitório , Good Market , Mapu Baos & Comidinhas e Marcha e Sai . Bom apetite!
Conceição Discos & Comes
Rua Imaculada Conceição, 151 – Santa Cecília – (11) 3477-4642 – Instagram: @conceicaodiscos
Os arrozes enriquecidos são a especialidade da chef Talitha Barros e fazem a festa de quem se acomoda em um lugar de seu balcão. A receita varia de acordo com o dia da semana. Na sexta-feira, por exemplo, comparece a versão com anéis de lula macios, tomate, raspas de limão-siciliano e ervas frescas. Mas também há lanches tentadores, como o pão de queijo recheado de pernil a cavalo (sim, com aquele ovo frito perfeito sobre a carne).

Cuscuz da Irina
Rua Iperó, 47 – Vila Madalena – Instagram: @cuscuzdairina
No restaurante da chef potiguar Irina Cordeiro, que participou do MasterChef Profissionais em 2017, o cuscuz é protagonista do cardápio. Preparado com flocão de milho soltinho, ele é estrela em sugestões como a sou praieiro, com pescada empanada e frita em óleo com azeite de dendê, picles de maxixe, coentro, manteiga de garrafa, molho lambão (vinagrete apimentado) e lascas de coco tostadas. Uma variação das boas é o cuscuz rala bucho, com frango ensopado, salada de feijão-fradinho, jerimum e coentro. Outra igualmente apetitosa é o sertão, que combina o cuscuz nordestino com carne de sol na nata, queijo de coalho, salada de feijão-fradinho e coentro.

Futuro Refeitório
Rua Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros – (11) 3885-5885 – Instagram: @futurorefeitorio
O salão com jeito de galpão montado em um antigo estacionamento foi equipado com uma mesa coletiva e outras menores para receber o público do café da manhã ao jantar. Uma das refeições rápidas e gostosas do cardápio é o mac and cheese gratinado com queijos, bacon, pão crocante e gema curada. Dos sanduíches mais pedidos, o futuriche é composto por tempê (ingrediente indonesiano feito com soja orgânica) defumado, homus de cenoura, avocado, tomate, maionese vegana, alface e picles de cebola-roxa na focaccia da casa.

Good Market
Rua Guarará, 385 – Jardim Paulista – (11) 3057-2033 – Instagram: @agoodmarket
Não faltam opções de uma refeição rápida ou brunch neste misto de empório, padaria e café. Entre os pratos, o frango bowl vem com peito da ave com molho de iogurte, grão de bico, couve-flor assada com páprica e mel, berinjela assada, mix de folhas e fatia de pão. O sanduíche de rosbife de filé-mignon é preparado na focaccia, com queijo de minas padrão, picles de pepino, rúcula e maionese da casa. A quiche de gorgonzola e damasco chega na companhia de mix de folhas e tomates confitados.

Mapu Baos e Comidinhas
Rua Áurea, 267 – Vila Mariana – (11) 5081-4070 – Instagram: @mapubaos
Especializado em culinária asiática, tem no comando os chefs Caio Yokota e Victor Valadão, finalistas da categoria chef expresso do guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2023. Como o nome sugere, o destaque do cardápio é o bao, um pãozinho cozido no vapor que pode ganhar diversos recheios. O tradicional combina pancetta, farofa de amendoim, coentro e mostarda fermentada. Outra gostosura é a berinjela em pedaços, empanada e finalizada com cebolinha e molho adocicado de missô e shoyu.

Marcha e Sai
Rua Sabará, 473 – Higienópolis – (11) 99525-1019 – Instagram: @marcha_e_sai
Campeão da categoria refeições rápidas pelo guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER 2023, o restaurante de Tatiana Szeles, que faturou também o título de a chef expresso, varia o menu semanalmente. Dependendo dos ingredientes disponíveis na semana, pode aparecer o espetinho de camarão, no ponto certo, com tenros legumes grelhados como abobrinha, alho poró e cebola-roxa mais um colorido arroz de cúrcuma. Outra criação deliciosa da chef é a alcachofra à provençal, cozida em vinho branco com alcaparra e molho de tomate, junto de sopa de cebola e pão tostado.

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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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