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Os melhores hotéis da América do Sul em 2024

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Os melhores hotéis da América do Sul em 2024
Bárbara Ligero

Os melhores hotéis da América do Sul em 2024

O Fasano Rio de Janeiro foi eleito o melhor hotel da América do Sul pela revista britânica Condé Nast Traveller. O prêmio anual Readers’ Choice Awards é realizado por meio de votação de leitores e especialistas na indústria do turismo: esse ano, foram 575 mil votos de turistas de todo o mundo.

Localizado na Praia de Ipanema, que pode ser vista da piscina de borda infinita no terraço, a hospedagem possui quartos projetados por Philippe Starck.

Propriedades brasileiras dominaram o pódio em 2024. Em segundo lugar está o Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu , com localização imbatível dentro do Parque Nacional do Iguaçu ( veja como é se hospedar por lá ). E, em terceiro, o icônico Copabacana Palace , também no Rio de Janeiro .

A rede Fasano volta a parecer no ranking em 7º lugar com o Fasano São Paulo , na capital paulista; em 16º com o Fasano Boa Vista , em Porto Feliz , no interior do estado de São Paulo; e em 18º com o Fasano Angra dos Reis .

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O Brasil também foi destaque com o Botanique , em Campos do Jordão (12º lugar); e com o L’Hotel Porto Bay (17º) e o Palácio Tangará (20º), ambos na capital paulista.

Veja o ranking completo:

  1. Fasano Rio de JaneiroRio de Janeiro
  2. Hotel das Cataratas, a Belmond HotelFoz do Iguaçu
  3. Copacabana Palace, a Belmond HotelRio de Janeiro
  4. Country Club Lima HotelLima
  5. Monasterio, a Belmond HotelCusco
  6. Casa GangotenaQuito
  7. Fasano São PauloSão Paulo
  8. Sanctuary Lodge, a Belmond HotelMachu Picchu
  9. Blue Apple Beach – Bolívar
  10. Palacio Duhau, Park HyattBuenos Aires
  11. The Click Clack HotelMedellín
  12. Botanique Hotel ExperienceCampos do Jordão
  13. Noi Casa AtacamaAtacama
  14. JW Marriott Panama – Cidade do Panamá
  15. Rio Sagrado, a Belmond Hotel – Vale Sagrado
  16. Fasano Boa Vista – Porto Feliz
  17. L’Hotel Porto BaySão Paulo
  18. Fasano Angra dos ReisAngra dos Reis
  19. Hotel PulitzerBuenos Aires
  20. Palácio TangaráSão Paulo

Melhor resort e melhor ilha

O Readers’ Choice Awards da Condé Nast Traveller também elegeu os melhores resorts, spas, países, cidades, ilhas, companhias aéreas, trens e armadoras de cruzeiro do mundo.

O UXUA em Trancoso , na Bahia , levou o título de melhor resort da América do Sul e foi o único brasileiro a constar na lista mundial, onde ocupou 6º lugar dentre 50 propriedades.

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Cinco casas históricas no Quadrado de Trancoso foram restauradas pelo designer holandês Wilbert Das em 2009 para dar origem ao Uxua,. O resultado foi um hotel de design único, que incorpora métodos de construções tradicionais, materiais recuperados e o trabalho de artesãos locais em meio a 9 mil m² de jardins tropicais. As casas rústicas, que hoje se somam a outros nove chalés, ficam em torno de uma piscina forrada de quartzo aventurina verde, mineral natural da Bahia famoso por suas propriedades terapêuticas.

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Fernando de Noronha foi eleita a melhor ilha das Américas Central e do Sul. O arquipélago vem chamando atenção pelas medidas de preservação ambiental, como a recente suspensão de construção de novas pousadas . Veja um guia completo do destino.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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