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Os países com mais Patrimônios Mundiais da Unesco
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Os Patrimônios Mundiais da Unesco desempenham um papel fundamental na preservação e promoção da cultura e natureza de um lugar. Estes locais representam as raízes históricas, artísticas e naturais de uma nação, preservando as tradições e histórias que moldaram as comunidades ao longo dos séculos.
Uma pesquisa realizada pela plataforma online de aprendizado de idiomas Preply identificou os países do mundo e as regiões do Brasil com o maior número de Patrimônios da Unesco. Esses locais não só são tesouros de valor inestimável, mas também se destacam como destinos incríveis para a sua próxima viagem.
Top 20 do mundo
Ao falar de cultura e legado, não é surpresa que a liderança mundial do ranking esteja ocupada pela Itália , com 60 patrimônios .
O país é seguido de perto pela China , com 59 patrimônios . Na última atualização da Unesco em 2024 , a China adicionou mais dois lugares à lista, enquanto a Itália incluiu mais um, mantendo sua posição de liderança isolada.
A Alemanha (54 patrimônios) também se destaca, superando, ainda que ligeiramente, a França (53 patrimônios) e a Espanha (50 patrimônios).
Veja, a seguir, a lista dos 20 países com maior número de Patrimônios Mundiais da Unesco:
- Itália (60)
- China (59)
- Alemanha (54)
- França (53)
- Espanha (50)
- Índia (43)
- Reino Unido (35 *empate)
- México (35 *empate)
- Rússia (32)
- Irã (28)
- Japão (26 *empate)
- Estados Unidos (26 *empate)
- Brasil (24)
- Canadá (22)
- Turquia (21)
- Austrália (20)
- Grécia (19)
- República Tcheca (17 *empate)
- Polônia (17 *empate)
- Portugal (17 *empate)
Top 10 na América do Sul
O Brasil se destaca no cenário global, ocupando a 13ª posição entre os 168 países que possuem Patrimônios da Unesco . São 24 sítios reconhecidos no Brasil, incluindo locais como o Parque Nacional do Iguaçu , com suas impressionantes cataratas; o centro histórico de Ouro Preto , um exemplo magnífico da arquitetura colonial; e Brasília , a capital modernista projetada por Oscar Niemeyer. Recentemente, em julho deste ano, os deslumbrantes Lençóis Maranhenses foram adicionados à lista .
Além da destacada posição no ranking mundial, ao comparar com o resto dos países da América do Sul, o Brasil lidera com ampla vantagem . O Peru , com 13 patrimônios, e a Argentina , com 12, ficam bem atrás. A Argentina , inclusive, compartilha com o Brasil as Missões Jesuítas dos Guaranis e o Parque Nacional do Iguaçu .
Veja, a seguir, a lista dos 10 países sul-americanos com maior número de Patrimônios Mundiais da Unesco:
- Brasil (24)
- Peru (13)
- Argentina (12)
- Colômbia (9)
- Bolívia (7 *empate)
- Chile (7 *empate)
- Equador (5)
- Suriname (3 *empate)
- Uruguai (3 *empate)
- Venezuela (3 *empate)
Top 5 regiões do Brasil
O Sudeste , com 10 patrimônios (dos quais 2 são partilhados com outras regiões), ocupa o primeiro lugar no ranking das regiões do Brasil com mais Patrimônios da Unesco . Esta região inclui o primeiro sítio brasileiro a obter este reconhecimento em 1980: o centro histórico de Ouro Preto , em Minas Gerais .
A região Nordeste fica em segundo lugar com um total de 8 patrimônios, incluindo os centros históricos de cidades como Olinda , São Luís e Salvador , além da belíssima Fernando de Noronha .
A seguir vem a região Centro-Oeste , com 4 patrimônios, incluindo Brasília , e a região Sul , com 3 patrimônios, destacando-se o Parque Nacional do Iguaçu .
A região Norte fecha o ranking . Apesar de ostentar um único patrimônio, ele é um dos maiores do mundo em extensão: a Amazônia e os diferentes parques nacionais que a compõem.
- Sudeste (10)
- Nordeste (8)
- Centro-Oeste (4)
- Sul (3)
- Norte (1)
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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